
São três na pista de decolagem, para um contrato cujo alcance é tão geopolítico quanto industrial. A francesa Safran, a americana GE Aerospace e a britânica Rolls-Royce estão competindo por uma parceria crucial com a Índia para o projeto, desenvolvimento e fabricação local de um poderoso motor a jato de combate. O desenvolvimento de um reactor deste tipo requer várias décadas de conhecimentos especializados (materiais, relação entre empuxo do reactor e peso da aeronave, etc.) que apenas os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e, agora, a China possuem.
Apesar dos pesados investimentos públicos e privados, dos esforços de investigação e desenvolvimento e dos testes de protótipos implementados desde o início da década de 1990, a Índia não conseguiu desenvolver o seu modelo Kaveri, frustrando o desejo de“autossuficiência” do seu primeiro-ministro, Narendra Modi. No entanto, os riscos são consideráveis para o subcontinente: co-desenvolver o motor que alimenta a sua aeronave de quinta geração, a Aeronave de Combate Média Avançada, que a Força Aérea pretende colocar em serviço em meados da década de 2030, especialmente desde a grande expansão da China. vizinho está mais de dez anos à frente, como comprovado pela primeira demonstração de voo, em meados de Novembro, do seu avião de combate furtivo J-35.
Você ainda tem 80,84% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.
