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A Igreja da Inglaterra em meio a uma crise existencial

O Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, chega à quadra central de Wimbledon, em Londres, em 10 de julho de 2024.

Cerca de uma centena de pessoas reuniram-se na igreja anglicana de St John-at-Hampstead, localizada numa zona nobre do norte de Londres, para a missa do terceiro domingo do Advento, no dia 15 de dezembro. O belo edifício do século XVIIIe Century é conhecido pela sua acústica e pela qualidade do seu coro. A música estava lá, assim como o sermão proferido por Clement Hutton-Mills, cônego leigo da Catedral de São Paulo e banqueiro da Goldman Sachs, que se descreve como um « anglican libéral » e convida seus correligionários a não prestarem muita atenção a “ disputas internas » da Igreja. Porque o que importa, diz ele, são os Evangelhos, dos quais “a essência é que Deus nos ama”.

Decoração mais colorida no bairro adjacente de Kilburn, na Igreja Anglicana de St James. O prédio de tijolos marrons passou por uma transformação surpreendente há dez anos: durante a semana, sua nave abriga um café, um correio e um campo de softball infantil. No domingo, as missas com batina e incenso retomam os seus direitos. Na manhã deste dia 15 de dezembro, na igreja que oferece um culto especial naquela mesma noite para a comunidade LGBTQIA+, cerca de dez paroquianos rezam com o vigário Robert Thompson, conselheiro trabalhista do bairro londrino de Camden, pelos falecidos no bairro, bem como para “a paz e os filhos da Palestina”.

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