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A UE compromete-se a um processo de levantamento gradual das sanções contra a Síria

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot (à direita), e a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock (no meio), e Assad Hassan Al-Chibani, ministro das Relações Exteriores do governo interino sírio (à esquerda), saindo do palácio presidencial em Damasco, em 3 de janeiro de 2025.

Os europeus estão prontos a fazer um gesto político a favor da Síria, quase dois meses após a queda do regime de Bashar Al-Assad e a tomada de poder de Ahmed Al-Charaa, chefe do grupo islâmico Hayat Tahrir Al-Cham (HTC). Apesar de esta formação ainda ser classificada como “terrorista” pela ONU, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) devem decidir, durante a sua reunião em Bruxelas, na segunda-feira, 27 de janeiro, a suspensão de certas sanções económicas infligidas à Síria desde a eclosão da guerra civil na Síria em 2011.

Após a visita a Damasco, em 3 de Janeiro, de Annalena Baerbock e Jean-Noël Barrot, chefes da diplomacia alemã e francesa, e dos compromissos assumidos nesta ocasião por Ahmed Al-Charaa, o novo homem forte da Síria, os europeus estão prontos a encorajar a transição política em curso e a ajuda à reconstrução. “Nesta fase, os Vinte e Sete concordam em suspender as sanções tomadas no domínio da energia e dos transportes”indica um diplomata europeu em Bruxelas.

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