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CRIME

Acre é o estado com a maior taxa de aprisionamento do país, aponta levantamento

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CRIME

Família é sequestrada no interior do Acre e mantida refém por 9 horas

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Sequestro ocorreu por volta das 13 horas na casa. Suspeitos renderam a família de seis adultos e uma criança de 10 anos.

capa: Família é sequestrada no interior do Acre e mantida refém por 9 horas — Foto: Reprodução: Google street wiew.

Uma família de sete pessoas foi sequestrada na tarde deste domingo (9) e ficou pelo menos 9 horas mantida como refém. O sequestro ocorreu no Ramal Samaúma, no km 25 entre os municípios de Acrelândia e Plácido de Castro, no interior do Acre.

O sequestro ocorreu por volta das 13 horas quando os criminosos entraram na casa e renderam a família de seis adultos e uma criança de 10 anos, segundo o relato de um familiar que preferiu não ser identificado.

As vítimas foram colocadas em dois carros que pertenciam à família e levados pelos bandidos.

Logos após a ação, vizinhos que viram os carros saírem em alta velocidade foram até a casa e, quando não encontraram ninguém e o local revirado, entraram em contato com familiares que fizeram uma mobilização por meio das redes sociais em busca de informações.

O delegado Samuel Mendes, que investiga o caso, contou que o contato com a polícia foi feito por um familiar que mora em uma fazenda que fica perto da propriedade onde o sequestro ocorreu.

“Um dos parentes ligou para a polícia e disse que estava sentindo a falta de alguns parentes que são de uma fazenda próxima e foi comunicada à Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Por volta das 21 horas recebemos a informação de que a família já tinha sido liberada. Foram subtraídos os veículos e a quantia de R$1 mil”, disse o delegado.

O familiar informou que após 9 horas do sequestro as vítimas foram encontradas amarrados no mesmo ramal sobre a segunda ponte do Igarapé Santa Helena.

“Hoje, nós vamos entrar em contato e estar ouvindo, colhendo informações destas pessoas. Eles apareceram ontem à noite e, às vezes, as próprias vítimas querem primeiro esfriar a cabeça”, acrescentou Mendes.

O delegado disse que possui algumas informações sobre a suspeita de quem são os criminosos, mas não pode adiantar para não atrapalhar as investigações.

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ACRE

Cinco réus acusados de matar casal em Rio Branco são ouvidos em audiência de instrução

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Audiência de instrução que ocorre na 1ª Vara do Juri, na manhã desta sexta-feira (7).

capa: Casal foi morto em janeiro deste ano em bairro de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal.

Os cinco réus acusados do assassinato do casal de namorados Tereza da Silva Santos, de 64 anos, e Cosmo Ribeiro Moura, de 43, no dia 16 janeiro deste ano são ouvidos em audiência de instrução que ocorre na 1ª Vara do Juri, na manhã desta sexta-feira (7).

A informação foi confirmada pela vara e também pelo advogado Armyson Lee, que representa Marciano de Melo Marinho. O advogado preferiu não comentar o caso e apenas afirmou que acredita da impronúncia do cliente dele.

A audiência começou por volta das 10 horas desta sexta e ocorre por meio de vídeoconferência.

Além de Marciano Marinho, os outros acusados são Antonio Eliel de Sousa Gomes, Jefersson Almeida da Silva, Alisson Souza de Olinda e Francisco Almeida da Silva. O processo está em segredo de Justiça e G1 não conseguiu contato com os advogados dos réus até última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

A casa das vítimas, no bairro Belo Jardim, região do Segundo Distrito de Rio Branco, foi invadida e os dois foram assassinados a tiros e golpes de facão. O duplo homicídio foi descoberto quando o vizinho viu o carro do casal em cima da calçada, foi olhar, encontrou as vítimas e acionou a polícia.

Tereza era sogra da ex-secretária da Fazenda do Acre Semírames Plácido Dias. Na época do crime, o governo do Acre chegou a publicar uma nota lamentando a morte do casal e afirmou que os órgãos de segurança estariam empenhados para prender os suspeitos.

Motivação do crime

Após quase três meses de investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito da morte do casal.

Em entrevista exclusiva ao G1 em abril deste ano, o delegado responsável pelo caso, Martin Hessel, afirmou que a motivação do crime foi porque a vítima Cosmo Ribeiro Moura confrontava a facção que atuava no bairro por não aceitar as determinações da organização criminosa.

Inicialmente, a polícia suspeitou que o crime tinha ocorrido durante uma tentativa de assalto e que teria sido um latrocínio. Mas, essa hipótese foi descartada e ficou confirmado que o casal foi vítima de uma execução.

Suspeitos

Ao todo, seis suspeitos foram indiciados pelo crime de duplo homicídio com as qualificadoras: motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e pelo crime de integração a organização criminosa.

Entre os seis indiciados, segundo o delegado, um seria o mentor do crime, o outro teria autorizado e os outros quatro foram os executores. Cinco suspeitos estão presos e um segue foragido.

Um sétimo suspeito também estava na lista dos que seriam indiciados pelo crime, mas, ele foi morto durante uma tentativa de assalto a uma chácara no último dia 25 de março.

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