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Acusado de decapitar e filmar morte de jovem no AC fica calado durante audiência

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Acusado ficou calado durante audiência e mulher nega envolvimento.

André Martins ficou calado durante interrogatório e Luciele Nascimento negou o crime. Audiência ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco.

Na foto de capa, André Martins, o réu confessou que matou Débora por vingança. Luciele Nascimento foi apontada pela polícia como a pessoa que filmou o crime.

André de Souza Martins, de 28 anos, e Luciele Souza do Nascimento, de 18 anos, foram ouvidos pela Justiça do Acre durante audiência de instrução, na 1ª Vara do Júri. A dupla é acusada de esquartejar e filmar a morte da jovem Débora Bessa, encontrada morta após desaparecimento em janeiro deste ano.

Durante apresentação na Divisão de Investigação Criminal (DIC), Martins confessou que matou Débora por vingança. Um vídeo bárbaro em que Débora aparece sendo decapitada enquanto ainda estava viva foi usado pela polícia para identificar a autoria do crime. As imagens vazaram em grupos de WhatsApp e acabaram viralizando.

A audiência começou às 8h desta segunda e terminou antes do meio-dia. Oito pessoas foram ouvidas, entre eles os acusados. Segundo a Justiça, Luciele deu um longo depoimento e negou envolvimento no crime. Já André Martins ficou calado durante o interrogatório.

Ainda segundo a Justiça, dois menores devem ser ouvidos, por carta precatória, nos próximos dias na cidade de Porto Acre, interior do estado.

A secretária e irmã da vítima, Sarah Bessa, também foi ouvida na audiência. Segundo ela, Luciele, além de negar o crime, contou versões diferentes do caso. A família torce pela condenação dos acusados.

“Ele não alegou nada, nem se defendeu, ficou calado e de cabeça baixa. Esperamos que ele vá a júri popular. Foi questionado sobre motivo do crime, mas não deu nenhum. O menor disse que não sabia de nada e só viu o pessoal entrando na mata e entrou também. Luciele disse que era mentira, que não filmou nada. Falou que não conhecia ninguém e depois voltou atrás e disse que era amiga do André. Em nenhum momento falou a verdade”, afirmou.

Ainda segundo Sarah, a família de Débora foi intiminada pela acusada durante a audiência. Ela caracterizou o comportamento de Luciele como de um psicopata.

“Causa revolta, porque até agora não temos um motivo específico. Além disso, a Luciele ficou, durante todo julgamento, olhando para gente, rindo debochando. Em nenhum momento esboçou arrependimento. O André nem olhou para gente. Uma pessoa que mata tua parente, filma e ainda fica olhando para tua cara e rindo. É uma psicopata”, enfatiza.

Débora Bessa foi morta em janeiro deste ano em Rio Branco (Foto: Arquivo da família)

Déborah Freitas Bessa foi morta em janeiro deste ano em Rio Branco (Foto: Arquivo da família)

O Crime

Déborah Freitas Bessa estava desaparecida desde o dia 9 de janeiro e foi encontrada pela família no dia 13 de janeiro em uma região de mata no bairro Caladinho, em Rio Branco.

A irmã da vítima, a secretária Sarah Freitas Bessa, de 21 anos, e outros parentes faziam buscas por conta própria e acabaram encontrando o corpo da jovem.

Sarah disse que a família foi informada da audiência e que a expectativa é que a Justiça seja feita. “Esperamos que seja condenado e que ele pague o que fez e por muito tempo”, disse.

Na época da prisão, Martins contou detalhes do crime na Delegacia de Homicídios e afirmou que a vítima foi morta porque tinha envolvimento no assassinato do irmão dele, em 2013, e não por ordem de facção.

“Não recebi ordens. Foi porque ela matou meu irmão. Em 2013 armou com os irmãos dela e levaram meu irmão, esquartejaram. Não fiz isso com ela [esquartejar], fiz só isso que viram no vídeo”, disse o suspeito durante apresentação da polícia.

Um adolescente de 17 anos se entregou à polícia após uma ordem do pai e confessou ter participação na morte da jovem. Ele seria a pessoa que aparece esfaqueando a vítima enquanto Martins a decepa.

Como a vítima foi atraída

No dia em que foi apresentado pela Polícia Civil, Martins explicou que soube que Débora tinha se desligado de uma facção rival e a encontrou em um grupo de WhatsApp.

Para atrair a jovem Déborah Freitas Bessa, o suspeito a chamou em uma conversa privada e perguntou se ela precisava de algo. Débora disse que queria drogas e uma arma, então, Martins a convidou para buscar a droga na casa dele, no bairro Caladinho.

A versão do acusado contraria a da irmã de Débora, que garantiu que a jovem ia visitar o filho no dia do crime. Por G1AC...

Vídeo (entrevista do acusado).

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Vídeo da morte de Débora (Não recomendado. Contém imagens fortes)

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