Brasil condenou veementemente os EUA no sábado, depois de dezenas de deportados chegou ao país algemado.
Um avião transportando 88 passageiros brasileiros, 16 NÓS agentes de segurança e oito tripulantes estava originalmente programado para chegar a Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, mas teve que fazer um pouso de emergência na cidade de Manaus devido a um erro técnico, disse um comunicado do governo brasileiro.
A Polícia Federal brasileira recebeu o avião por instrução do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e interveio, pedindo aos agentes norte-americanos que retirassem as algemas dos deportados.
Lewandowski disse ao presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva que era um “desrespeito flagrante” aos seus direitos fundamentais, conforme declaração do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil.
“Ao tomar conhecimento da situação, o presidente Lula ordenou a mobilização de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar os brasileiros até o destino final, a fim de garantir que pudessem completar sua viagem com dignidade e segurança”, afirmou o Ministério da Justiça. .
As ordens executivas de Donald Trump deixam os migrantes no limbo
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Sentimento anti-imigração nos EUA
Presidente dos EUA Donald Trump assumiu uma dura posição anti-imigração desde que assumiu o cargo esta semana e prometeu remover os migrantes indocumentados.
No entanto, o voo de deportação resultou de um acordo bilateral de 2017 e não resultou de nenhuma das ordens de Trump sobre a imigração desde que assumiu o cargo, disse uma fonte governamental à agência de notícias AFP.
Foi o segundo voo deste tipo transportando migrantes indocumentados dos EUA de volta ao Brasil este ano.
Vários voos de deportação decolaram desde segunda-feira, quando Trump assumiu o cargo, embora também tenham sido comuns sob presidentes anteriores.
O uso de algemas em migrantes é considerado polêmico no Brasil. Até o ex-presidente conservador brasileiro Jair Bolsonaro, um apoiador de Trump, pediu o fim da prática.
tg/wd (AFP, Reuters)
