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De uma varanda, uma vista panorâmica da rue Lepic e dos corredores

Uma vista da rue Lepic, em Paris, 3 de agosto de 2024.

Na escala da falta de profissionalismo, subi bastante no sábado, 3 de agosto de 2024, e devemos torcer pela ofensa prescrita. Era preciso contar, naquele dia, a conivência de duas provas muito diferentes, os Jogos Olímpicos e o Tour de France, num local que nunca acolheu nem um nem outro: a colina de Montmartre.

Dizia-se que teríamos que chegar cedo, por razões aritméticas: menos de dois metros de calçada na rue Lepic, apenas 800 metros de subida, apenas oitenta e dois minutos de TGV de Bruxelas, e uma vida inteira de espera antes da próxima rodada do evento olímpico de ciclismo em Paris. Às 10h, os cautelosos holandeses já haviam pendurado a bandeira tricolor nas barreiras no final da rua.

Não é uma competição, mas já cobri algumas vezes o Tour de France. Um pouco mais que Albert Londres (edição da qual tirou uma história que fez o seu caminho) e muito menos que Antoine Blondin (26, ou seja, 530 flashes de genialidade para A equipe). Passamos pelos jatos de cerveja na janela do carro, vimos eslovacos vestidos de dinossauros, passamos pelos caras que subiam o desfiladeiro em bicicletas dobráveis, contornamos os tanques da caravana publicitária com seus motores fumegantes.

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