Antes dele, apenas três dos seus dezasseis antecessores tinham cumprido um mandato presidencial – pelo menos cinco anos no cargo. Michel Hidalgo (1976-1984), Aimé Jacquet (1993-1998) e Raymond Domenech (2004-2010) foram há muito suplantados por Didier Deschamps. No cargo desde 2012, o basco, que anunciou, quarta-feira, 8 de janeiro, sua saída ao final da Copa do Mundo de 2026, corre o risco de manter por muito tempo o recorde de longevidade de um técnico da seleção francesa de futebol masculino.
Seus quatorze anos no banco azul o colocarão no firmamento da história do futebol francês e o posicionarão no do futebol mundial, apenas atrás do alemão Joachim Löw (quinze anos, de 2006 a 2021), mas longe do recorde do argentino Guillermo Stabile, no comando da Albiceleste de 1939 a 1960. O ex-capitão da seleção francesa mantém o cargo com firmeza desde que assumiu o cargo substituído, em 2012, seu ex-companheiro dos Blues, Laurent Blanc, a pedido do ex-presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët.
O bicampeão mundial – um título como jogador em 1998 e outro como treinador, vinte anos depois – aproveitou a presença no noticiário televisivo TF1 na quarta-feira, ao lado de Brigitte Macron, por ocasião da edição de 2025 do “Yellow Operação Coins” (que patrocina desde 2019), para esclarecer publicamente informações que não suscitavam dúvidas. “Cumpri minha passagem com a mesma vontade, a mesma paixão, de manter a seleção francesa no mais alto nível. Você tem que saber dizer pare”declarou Didier Deschamps em entrevista pré-gravada, transmitida na manhã de quarta-feira pela TF1.
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