O ex-ministro José Dirceu está otimista com a recuperação de Lula. E se baseia em seu próprio histórico: em fevereiro do ano passado, segundo relembrou à coluna, ele foi parar no hospital por causa de um hematoma cerebral.
Desmaiou ao chegar no local e fez cirurgia de emergência.
“No meu caso, não houve queda, nada. Os médicos acreditam que o hematoma pode ter surgido por fatores hereditários, genéticos, por estresse”, diz.
O hematoma de Dirceu, como o de Lula, era subdural, ou seja, se desenvolveu entre o cérebro e a dura-máter, membrana que reveste o sistema nervoso central.
Depois da cirurgia, ele ficou cerca de seis meses sem entrar em um avião. E uns três meses sem pegar a estrada de carro, para evitar o risco de bater com a cabeça em algum incidente.
“Eu tinha a vantagem de não ser presidente”, diz ele, prevendo que Lula não poderá ficar tanto tempo de resguardo.
Um ano depois, plenamente recuperado, Dirceu viajou para a China e para a Rússia, e fez outras dezenas de visitas a diferentes cidades brasileiras, de avião ou de automóvel.
“Estou ótimo, mais esperto ainda do que antes”, afirma ele.
Na semana passada, Lula fez uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma cerebral subdural e posteriormente por uma embolização da artéria que irriga a membrana, bloqueando o fluxo de sangue para evitar novas intercorrências.
Ele já recebeu alta e aguarda em sua casa, em São Paulo, por novos exames para saber se poderá embarcar para Brasília.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
