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Dois são presos por execução de coordenador de campanha de ex-candidato a prefeito de Rio Branco

Dois homens foram presos pela Polícia Civil esta semana pelo assassinato de Levi Freitas de Andrade, de 38 anos, em outubro de 2020, que era coordenador de campanha e também primo de Minoru Kinpara, ex-candidato a prefeito na época.

Após quase dois anos do crime, a polícia divulgou, nesta quinta-feira (11), dados da investigação.

Além das duas prisões, os investigadores identificaram outros dois suspeitos do homicídio que estão presos por tráfico de drogas e outros assassinatos. Há ainda um quinto suspeito foragido.

Conforme as equipes policiais, Andrade foi morto com pelo menos 15 tiros no dia 22 de outubro de 2020. O crime ocorreu na Rua Vitória, no bairro Hélio Melo, região conhecida como Sapolândia, na capital acreana. A vítima trabalhava na parte de mobilização da campanha.

Levi Freitas de Andrade estava em frente de casa quando foi assassinado em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Levi Freitas de Andrade estava em frente de casa quando foi assassinado em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

O delegado Alcino Souza disse que a intenção da quadrilha era sequestrar e extorquir a vítima. Mas, o plano dos criminosos não saiu como planejado, o coordenador resistiu e acabou morto com mais de 15 disparos de arma de fogo.

“Quatro indivíduos se dirigiram até o [bairro] Mocinha Magalhães, região da Sapolândia, e ali, com o planejamento de uma quinta pessoa que forneceu as armas, passaram um período com a vítima e, de lá, tentaram levar a vítima para um lugar onde seria mantida em cárcere”, destacou.

Souza explicou que identificou e prendeu pelo assassinato o motorista do carro usado pela quadrilha, o organizador do crime e os dois atiradores. O veículo usado para sequestrar Levi de Andrade foi roubado no bairro Aroeira por quatro dos criminosos.

“A fuga está descrita também em uma das imagens, um carro identificado à época só o modelo. Eles retornaram para o Conjunto Aroeira, devolveram as armas de fogo para um integrante [do grupo], que hoje também está preso, e usaram essas armas em outros crimes em seguida. O caso vem a ser esclarecido como um crime, a princípio, que seria contra o patrimônio”, confirmou.

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