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Em busca da capital perdida do Império do Mali

Atores reproduzem a corte de Mansa Moussa, que reinou sobre o Império do Mali no início do século XIV, durante a Feira Internacional do Ouro Afrik'Or, em Bamako, em fevereiro de 2021.

O famoso viajante norte-africano Ibn Battuta garante que existia uma mesquita, um palácio, armazéns, um cemitério muçulmano e um bairro para estrangeiros. Acredita-se também que ali se viam fornos de cerâmica funcionando, que ali se trocavam cerâmicas, sacos de búzios, lingotes de ouro, barras de sal, etc. O comércio ligava-o a Sijilmassa (Marrocos) e no Cairo, mas também,. foi recentemente estudado, no sul do Sahel. Em suma, era uma cidade medieval movimentada.

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Mas esta cidade, a capital do império maliano fundado no século XIIIe século e que atingiu o seu apogeu no século XIVe antes de morrer no início do século XVIIeé hoje indetectável. Os prédios da cidade eram feitos de banco, uma mistura de terra e palha que se desgasta rapidamente por falta de manutenção. “No atual estágio de conhecimento, não consigo determinar a localização da capital do Império do Mali”admite o arqueólogo maliano Mamadou Cissé.

O império (ou sultanato) que se estendeu por vários países atuais da África Ocidental fascina os investigadores. Contra as minimizações da história africana, a sua grandeza é motivo de orgulho. Seu líder do XIVe século, Mansa Moussa, tornou-se até objeto da cultura pop. Vídeos virais na Internet comparam a sua riqueza com a de Jeff Bezos e concluem que ele era o homem mais rico conhecido na história.

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