
Houve de fato triunfos no domingo, 5 de janeiro, durante o Globo de Ouro de 2025, a cerimônia de premiação do cinema e da televisão realizada no hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills (Califórnia), mas (quase) nenhuma vitória esmagadora, e a agradável impressão de ter visto a diversidade do cinema e da televisão, e das histórias que propuseram em 2024, representadas na lista de prêmios: um chefe de cartel mexicano que muda de sexo (Emília Perez), um arquiteto judeu que imigrou para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial (O brutalista), guerreiros no Japão medieval (Xogum), uma comédia sobre o retorno a Las Vegas (Hacks), um gato fugindo de uma enchente (o melhor filme de animação, Fluxo)…
O filme de Jacques Audiard, indicado dez vezes, acabou ganhando o prêmio de melhor comédia ou musical, o prêmio de melhor filme estrangeiro, o prêmio de melhor canção (O Malescrito por Clément Ducol, Camille, Jacques Audiard) e o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Zoe Saldana. Mas deixou espaço para concorrência: Demi Moore (melhor atriz por A substânciade Coralie Fargeat), que, num discurso justo, contou ter sido descrita como«atriz pipoca» por um produtor há trinta anos. O roteirista de ConclavePeter Straughan e até mesmo Trent Reznor e Atticus, que realmente não esperávamos para a música de Desafiadores.
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