
Haverá um referendo em 2025? Ninguém tem a resposta no início do ano, mas nenhum Presidente da República terá defendido tanto esta perspectiva como Emmanuel Macron, sem nunca ter tomado medidas. Desde 3 de julho de 2017, em frente ao Parlamento reunido no Congresso em Versalhes – “Se for necessário, recorrerei ao voto dos nossos concidadãos através de referendo”diz ele, embora tenha uma grande maioria na Assembleia Nacional – até aos votos aos franceses de 31 de dezembro de 2024 – em 2025, “Vou pedir-lhe que decida sobre certas questões decisivas” –o Chefe de Estado tem, de forma recorrente, considerado utilizar esta forma de “voltar para o povo”incomum há vinte anos.
Por isso acalenta a ideia, em 2019, de sair da crise dos “coletes amarelos” consultando os franceses sobre as soluções nascidas do grande debate nacional. Promete então, em 2020, no final da convenção de cidadãos sobre o clima, um referendo sobre a introdução da defesa do ambiente na Constituição. A falta de acordo entre as duas câmaras, pré-requisito essencial, obriga-o a desistir.
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