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Emmanuel Macron e a incómoda questão do referendo

Emmanuel Macron, durante a conferência de embaixadores, no Eliseu, em Paris, 6 de janeiro de 2025.

Haverá um referendo em 2025? Ninguém tem a resposta no início do ano, mas nenhum Presidente da República terá defendido tanto esta perspectiva como Emmanuel Macron, sem nunca ter tomado medidas. Desde 3 de julho de 2017, em frente ao Parlamento reunido no Congresso em Versalhes“Se for necessário, recorrerei ao voto dos nossos concidadãos através de referendo”diz ele, embora tenha uma grande maioria na Assembleia Nacional – até aos votos aos franceses de 31 de dezembro de 2024 – em 2025, “Vou pedir-lhe que decida sobre certas questões decisivas” –o Chefe de Estado tem, de forma recorrente, considerado utilizar esta forma de “voltar para o povo”incomum há vinte anos.

Por isso acalenta a ideia, em 2019, de sair da crise dos “coletes amarelos” consultando os franceses sobre as soluções nascidas do grande debate nacional. Promete então, em 2020, no final da convenção de cidadãos sobre o clima, um referendo sobre a introdução da defesa do ambiente na Constituição. A falta de acordo entre as duas câmaras, pré-requisito essencial, obriga-o a desistir.

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