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EXCLUSIVO: Em Tarauacá, PSD local ameaça expulsar vereador ‘Dólar’ e cassar mandato por infidelidade partidária

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Veja o vídeo:

 

Foto de capa. Perfil público no Facebook [reprodução].

Vereador poderá perder o mandato por violar princípios e valores do Estatuto, Código de Ética e do Programa do Partido, afirma um dirigente local. Nos bastidores, membros da Comissão Executiva do Partido teriam dito que a punição disciplinar será a ´perda do mandato eletivo por infidelidade partidária´. 

Nesta segunda-feira, 01, chegou ao conhecimento do Portal Acre.com.br que o vereador Diogenes L. Fernandes, popular ´Dólar´, poderá ser expulso do PSD e perder o mandato de vereador na Câmara Municipal de Tarauacá, interior do Acre.

Dólar foi eleito em 2016, com 303 votos, pelo PSD (Partido Social Democrático). Foi um dos últimos, entre os eleitos, em proporções de votos, tendo em vista que os candidatos Sidenir, Manoel Monteiro, Valéria, todos do PCdoB, tiraram 476, 432 e 416, respectivamente, e não foram eleitos.

Os candidatos Zé Prego (PSOL) e Lúcia Neri (PSB), tiraram, respectivamente, 362 e 360, e também não foram eleitos.

Dólar tirou 309 e foi eleito, pelo PSD, mesmo partido da atual Prefeita Marilete Vitorino, que recebeu 8.589 mil votos, ao passo que o candidato Rodrigo Damasceno (PT) recebeu 7.572 mil votos, e, por fim, a candidata Teca Torquato (PR) recebeu 1.742 mil votos. 

Fernandes há alguns dias declarou-se oposição à sua colega de Partido (PSD), e passou a atacá-la nas redes sociais, por motivos ´inconfessáveis´ e ´nada institucionais´, segundo afirmou um dirigente partidário ao Portal Acre.com.br.

Após a ruptura, Fernandes critica diariamente a Prefeita do município, ambos do mesmo partido, PSD.

Nesta segunda-feira, em Tarauacá, as conversas foram intensas nos bastidores. Corre a informação que os dirigentes do partido já preparam um ´dossiê´ por infidelidade partidária.

O Vereador tem usado as redes sociais para criticar o governo que ajudou a eleger. Veja:

 

Constam rumores que os membros do Conselho de Ética são unânimes na aplicação da medida de expulsão contra o vereador, e perda do mandato eletivo. 

O QUE DIZ O ESTATUTO DO PSD

O Art. 75, do Estatuto do PSD, prevê que ´O Conselho de Ética Partidária será composto de 1 Presidente, 2 Membros e 3 Suplentes com competência para, quando convocados, analisar e emitir parecer nas representações formalmente apresentadas sobre atos contrários a ética, ao decoro, a legalidade e aos preceitos programáticos do Partido´.

Art. 78 – Ficarão sujeitos as medidas disciplinares os filiados e os órgãos partidários responsáveis por: g) infidelidade partidária. h) descumprimento das orientações políticas, disciplinares e diretrizes gerais traçadas pelos órgãos superiores;

§1° As ações de declaração de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária serão objeto de deliberação pela respectiva Comissão Executiva.
§2° Independentemente do ingresso de ação perante a Justiça Eleitoral, os detentores de cargo eletivo que se desfilarem do PSD no curso do mandato poderão responder por perdas e danos na Justiça Comum, ficando estabelecido 0 valor de 20 (vinte) salários mínimos a titulo de indenização.

O Artigo 79, inciso III, do Estatuto do PSD prevê o prazo de 3 (três) dias para o vereador oferecer  defesa por escrito, sob pena de revelia. A medida disciplinar seria a expulsão, com cancelamento de filiação partidária, segundo o Art. 80, ´d´, do Estatuto.

SEM APOIO DENTRO DO PARTIDO

Um líder partidário local afirmou que ´a Representação contra o vereador será apresentada ainda este mês ao Presidente da Comissão Executiva, com várias provas de infidelidade partidária e violação dos princípios partidários´. 

´Dólar não tem apoio dentro do partido. Sua ruptura foi ato isolado e pessoal dele. O mandato é do partido, e não da pessoa física que ocupa a cadeira´, disse um líder partidário do PSD no município.

´Essa representação será apresentada ao Presidente da Comissão Executiva, mas independente disso, o PSD de Tarauacá pedirá na Justiça o mandato do parlamentar´, declarou o dirigente, que não quis se identificar.

O ´partido já está se preparando para acelerar o processo de expulsão do Dólar, e pedir o seu mandato ainda este mês´, finalizou.

O OUTRO LADO

A Redação ouviu o Vereador Dólar antes da publicação da matéria.

Dólar afirma que ´Até o momento desconheço do assunto [representação pedindo perda de mandato eletivo por infidelidade partidária], não fui informado sobre nada ainda, inclusive ninguém do partido me procurou´.

´E outra, eu fui eleito pra fiscalizar, e cobrar ações do Poder Executivo, não pra tá puxando saco de Prefeito´.

Sobre o motivo da ruptura com a prefeita Marilete, Dólar afirmou que ´Esse governo foi um governo que ajudei a construir, passei dois anos do meu mandato tentando ajudar a colocar essa gestão no caminho certo, mais infelizmente nunca fui reconhecido pela prefeita e muito menos pela sua equipe, gostaria muito que a gestão da prefeita Marilete trabalhasse em prol da população do nosso município, sempre quis que essa gestão lutasse pela classe dos mais humildes, mais infelizmente nunca foi o que eu sempre quis. Resolvi abandonar o barco por falta de reconhecimento da gestão, e pelo motivo de que vereador foi eleito pra legislar, fiscalizar e cobrar ações do poder executivo, estou apenas fazendo meu papel de vereador´.

´Outra coisa, nunca pensei em sair do partido, até porque sou grato ao senador Petecão pelo convite pra vir pro PSD´, ressaltou o vereador.

´Se tem alguém que tem que ser expulso do partido é a própria prefeita, já que ela nunca fez nada pelo partido e muito menos pro povo de Tarauacá´, finalizou.

Por Acre.com.br

 

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EXCLUSIVO: Veículo de fuga utilizado por assassinos do Dr Baba poderá ser liberado; acusados continuam presos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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No depoimento em delegacia, um dos acusados, José Renê do Nascimento Avelino, afirmou que o veículo de fuga pertencia ao compassa Lucas Silva de Oliveira, atualmente preso no Presídio do município de Senador Guiomard.

Foto de capa: Lucas Silva de Oliveira, 29 anos. Inquérito policial afirma que ele conduzia o veículo da fuga, e foi o mentor intelectual do crime. 

O automóvel de marca GM/CELTA 2F LIFE, ano 2006, cor preta, placa KIY1463, que foi utilizado como veículo de fuga pelos criminosos que mataram o médico Rosaldo Firmo de Aguiar França, no dia 27/10/2018, no município de Feijó, poderá ser restituído nos próximos dias ao proprietário R.B.R.

Acontece que o proprietário R.B.R. ajuizou pedido de restituição de coisa apreendida, requerendo que a Justiça criminal de Feijó devolva o veículo. Segundo o advogado do autor, “(..) a despeito da autoria da infração praticada, o Requerente não tem envolvimento algum, e o bem apreendido pertence à Requerente que o adquiriu de forma lícita, conforme fazem prova os documentos inclusos no próprio caderno processual, os quais demonstram a licitude da propriedade“.

E prossegue argumentando “Primeiramente, cumpre esclarecer que o automóvel pertence à Requerente, não havendo que se falar em relação do ilícito penal investigado com a aquisição de referenciado bem. Desta sorte, negar a restituição do bem apreendido seria trazer punição de sobremodo injusta ao Requerente, uma vez que este não guarda relação alguma com a infração que lhe foi imputada. Vê-se, de pronto, que não subsistem motivos plausíveis que justifiquem a manutenção da apreensão do referido bem“. 

Entretanto, segundo um dos participantes do crime, José Renê do Nascimento Avelino, o veículo de fuga pertencia ao compassa Lucas Silva de Oliveira, atualmente preso no Presídio Dr. Francisco de Oliveira Conde. Foi com tal veículo que os autores do crime se evadiram do local.

Veja trecho do depoimento de José Renê do Nascimento Avelino:

No dia 02 de outubro, o magistrado da Comarca de Feijó, Dr. Marcos Rafael Maciel de Souza, determinou vista dos autos ao Ministério Público Estadual, o qual poderá emitir parecer favorável à restituição, ou negá-la. 

O pedido de restituição do veículo aguarda parecer do Ministério Público Estadual. 

O acusado José Renê do Nascimento Avelino é defendido pelo advogado Francisco Eudes da Silva Brandão. O réu Felipe de Oliveira Rodrigues é defendido pelo defensor público Dr. Diego Victor Santos Oliveira. O acusado Lucas Silva de Oliveira é defendido pelos advogados, Dr. Tobias Levi de Lima Meireles, Ricardo Alexandre Fernandes Filho e Thomas César Salgueiro. Antonio Elineldo Vieira de Lima é defendido pelo advogado Benaias Pedro Nascimento da Silva.

Em audiência de interrogatório, o acusado negou participação nos fatos. Veja o interrogatório: 

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CONDENAÇÃO

Justiça inocenta site e condena deputado Alan Rick

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Deputado Federal Alan Rick Miranda, que também é jornalista profissional, processou o Jornal Folha do Acre e a Sra. Genoveva Menezes Lopes, “Gina Menezes”, e pediu R$ 10 mil reais por alegados danos morais. A Juíza negou o pedido de exclusão da matéria publicada, e condenou o parlamentar, que já recorreu da sentença. 

julgo improcedente o pedido formulado por Alan Rick Miranda em desfavor de Jornal A Folha do Acre e Genoveva Menezes Lopes e declaro extinto o processo com análise do mérito. Condeno o autor ao pagamento das custas processuais.“, decretou a Juíza Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil.

Redação do Acre.com.br obteve com exclusividade acesso aos documentos. 

Segundo o processo nº. 0709427-46.2018.8.01.0001, distribuído em 21/08/2018, em andamento na Justiça da Comarca de Rio Branco, cujo processo não tramita em segredo de justiça, sendo processo público, tendo acesso liberado ao público em geral, podendo ser acessado por qualquer cidadão, através do site do TJAC, o Deputado Federal Alan Rick pede R$10 mil na Justiça, alegando supostos danos morais, cometidos pelo site Folha do Acre e a jornalista Sra. Gina Menezes.

Entenda os fatos:

Reportagem do Acre.com.br apurou que, o Deputado Federal Sr. Alan Rick Miranda, pediu a remoção de “postagens difamatórias e sem compromisso com a verdade, contra sua imagem parlamentar e sua imagem pessoal. Também deseja a reparação pelos danos morais que sofreu ao afirmar que o mesmo apoia “estupradores e torturadores” e que realiza atos ilegais“, afirma o Deputado.

A Juíza do caso, porém, negou os pedidos de exclusão da matéria publicada.

Afirmou o deputado que na data de 19 de outubro de 2017, foi veiculada a seguinte matéria no site Folha do Acre: “Alan Rick apoia indiretamente estupradores e torturadores ao gravar vídeo com Bolsonaro”, escrita pela jornalista Gina Menezes.

A matéria, em parte, se refere ao vídeo selfier gravado pelo Deputado Alan Rick ao lado de Jair Bolsonaro. Veja o vídeo:

Miranda alega que a publicação de Gina seria difamatória.

O deputado afirmou que houve “excesso de adjetivos para conduzir o pensamento do leitor e mesmo em se tratando de uma coluna opinativa, esta opinião não poderia retratar o Autor como alguém que faz apologia ao crime, o igualando a condição de criminoso Para além disso, a Ré diz que o Autor entregou o Acre ao Jair Bolsonaro, negando-o a Deus. Disse ainda que o Autor era uma espécie de “Estado Islâmico”. No meio evangélico, essas alegações tem o condão de danificar muito a imagem do Requerente, tanto parlamentar como pessoal, chegando inclusive a afetar sua imagem enquanto pastor e servo de Deus“.

Miranda sustentou que a afirmação da jornalista lhe ofende ao escrever que “Indiretamente, Alan Rick está apoiando comandantes estupradores, matadores de crianças e torturadores de toda ordem”. Leia a publicação de Gina, clicando aqui.

Miranda afirmou que “Esta alegação é completamente destoante do trabalho desenvolvido pelo Autor em sua atuação parlamentar, que tem trabalhado por uma maior repressão ao crime“.

Alan Rick, que também é jornalista profissional, afirmou que “na data de 25 de julho de 2018, tornou a mesma colunista [Gina Menezes] a espalhar mentiras sobre o Autor. Na ocasião a colunista divulgou que o Autor estaria realizando reuniões ilegais, que teria disfarçado ato político ilegal de ação parlamentar”, alega o Deputado.

Miranda contratou advogados e pediu na Justiça a condenação da comunicadora e do Jornal Folha do Acre ao pagamento de reparação pelo suposto dano que alega ter sofrido, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a título de indenização por danos morais, bem como a retirada das matérias da internet.

Ao apreciar a petição dos advogados de Miranda, no dia 03 de setembro de 2018, a Excelentíssima Senhora Juíza Magistrada Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil, titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, indeferiu (negou) o pedido de liminarsolicitado pelo Deputado, que pedia a exclusão das matérias publicadas (leia a decisão da Juíza aqui).

A Excelentíssima Senhora Juíza Magistrada Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil, negou o pedido de Miranda:

“(…) Assim, quanto à primeira publicação, neste juízo sumário de cognição, não vislumbro a probabilidade do direito, não enxergando, em relação ao autor, abuso ou excesso por parte dos réus.

Ademais, ainda em relação à primeira publicação, também não vislumbro urgência na prestação jurisdicional, já que a postagem foi veiculada em outubro de 2017, o que torna mais difícil o acesso dos leitores ao seu conteúdo.

Em relação à segunda publicação, esta mais recente, datada de julho de 2018, as conclusões são as mesmas, em razão da ausência de explicações do autor para a conduta que lhe foi imputada pelos réus. 

Infere-se, ainda em juízo sumário de cognição, que os réus afirmaram que o autor contrariou a legislação eleitoral, ao realizar um ato político, sob disfarce de atividade parlamentar, enfatizando que tal atividade foi “ilegal”. Além disso, enfatizaram que a conduta do réu foi eleitoreira, o que significa dizer que teve o único propósito de captar votos, sem qualquer comprometimento com o bem da comunidade ou com o interesse social.

Quanto ao primeiro ponto – ilegalidade do ato – faltou o autor esclarecer se participou ou não da agenda apontada pelos réus e, caso sim, se tratou-se de fato de uma atividade parlamentar. O autor alegou que sua imagem foi afrontada pela alegação da prática de ato ilegal, mas não negou a prática de tal conduta, não afirmou que a alegação dos réus era inverídica.

Quanto ao segundo ponto, pelo qual os réus colocaram o autor como alguém que age com propósito eleitoreiro, enxergo, mais uma vez sumariamente, o exercício do direito à crítica, sem excesso ou desvio, uma vez que é dado aos réus expressar a opinião de quais seriam os propósitos políticos do autor.
Portanto, em análise perfunctória, não estão presentes os requisitos legais necessários à concessão da medida de urgência postulada, razão pela qual a INDEFIRO“.

O parlamentar recorreu da sentença. 

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