Dois associados do principal candidato da oposição moçambicana, Venâncio Mondlane, foram mortos a tiro em de Moçambique capital, Maputo, no sábado.
Acontece depois das eleições de 9 de Outubro, após as quais o oposição acusou o partido no poder, Frelimo, de fraude eleitoral.
O que sabemos sobre os assassinatos?
O advogado Elvino Dias e o candidato Paulo Guambe estavam num carro no centro de Maputo quando foram cercados por outros veículos e alvejados, segundo testemunhas.
Testemunhas disseram que dois homens armados dispararam 20 balas no ataque.
Guambe foi candidato ao Partido Podemos que apoiou Mondlane para presidente nas eleições de 9 de outubro.
Podemos head Albino Forquilha confirmed the killings to AFP news agency.
A polícia disse que uma investigação foi iniciada, mas não confirmou imediatamente a identidade dos dois homens mortos.
Disseram que uma mulher também estava no carro e que foi levada ao hospital.
O porta-voz da polícia, Leonel Muchina, disse que as vítimas tinham estado anteriormente num bar local, após o que foram seguidas. Ele disse que os assassinatos podem estar relacionados às interações com outros clientes do bar.
Na noite de sábado, Mondlane juntou-se a cerca de 100 apoiantes que realizaram uma vigília em Maputo.
Moçambique aguarda resultados eleitorais em meio a alegações de fraude
Os resultados das eleições gerais em Moçambique deverão ser publicados no dia 24 de Outubro.
O partido governante Frelimo, que governa Moçambique desde a sua independência de Portugal em 1975reivindicou vitória logo após o dia da votação.
Mondlane alegou fraude e apelou aos moçambicanos para saírem às ruas na segunda-feira.
No ano passado, Dias acusou as autoridades de fraude nas eleições autárquicas vencidas pela Frelimo.
UM sociedade civil O grupo de observadores Mais Integridade disse que Dias expressou temores sobre um plano para assassiná-lo.
Poucas mudanças são esperadas nas eleições gerais em Moçambique
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Reações aos assassinatos
O Mais Integridade qualificou o ataque de “repugnante”, descrevendo-o como um “ato de intimidação” que minou a democracia.
O partido Frelimo disse que rejeita “veementemente este acto macabro” e apelou “a todas as autoridades para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para esclarecer este caso”.
O Podemos disse que os assassinatos foram “mais uma prova clara da falta de justiça a que todos estamos sujeitos”.
O União Europeia emitiu uma declaração condenando os assassinatos e pediu que os perpetradores fossem levados à justiça.
“Numa democracia, não há lugar para assassinatos por motivação política”, afirmou.
Enquanto isso, de Portugal o parlamento disse que condenou “veementemente” os assassinatos e instou as autoridades moçambicanas a salvaguardar “a paz social e a democracia”.
sdi/rm (AFP, Lusa, Reuters, AP)
