O genocídio israelita matou pelo menos mais 38 palestinianos em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo cinco jornalistas.
O Ministério da Saúde de Gaza disse na quinta-feira que o número total de mortos no enclave palestino desde outubro do ano passado foi de 45.399, enquanto mais de 107 mil ficaram feridos.
Na manhã de quinta-feira, Israel atingiu uma van estacionada perto do Hospital al-Awda, no campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, matando os cinco jornalistas do canal de TV al-Quds Today, informou Anas al-Sharif da Al Jazeera.
Os jornalistas foram identificados como Fadi Hassouna, Ibrahim al-Sheikh Ali, Mohammed al-Ladah, Faisal Abu al-Qumsan e Ayman al-Jadi.
Al-Sharif, da Al Jazeera, disse que al-Jadi estava esperando sua esposa na frente do hospital enquanto ela estava em trabalho de parto para dar à luz seu primeiro filho.
Equipes de defesa civil recuperaram os corpos das vítimas e extinguiram o incêndio no local, informou a Quds News Network.
Os militares israelitas alegaram ter realizado o ataque “direcionado” ao veículo de comunicação social que transportava membros do grupo palestiniano Jihad Islâmica, e que continuariam a tomar medidas contra “organizações terroristas” em Gaza. Não forneceu nenhuma evidência para apoiar sua afirmação.
Israel, que não permitiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, excepto em missões militares, foi condenado por várias organizações de defesa da liberdade de imprensa, que agora classificam o enclave sitiado como a parte mais perigosa do mundo para a reportagem.
