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CRIME

Jovem de 15 anos é decapitada por facção criminosa em zona rural de RR

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Nove suspeitos de decapitar adolescente são detidos pela PM

Corpo da adolescente de 15 anos foi encontrado nesta segunda-feira (23). No total, 12 pessoas são suspeitas de envolvimento no crime.

Nove suspeitos de envolvimento na morte da adolescente Glória Emanuelly Dias Silva, 15, foram detidos por policiais militares em uma operação que teve início no começo da tarde desta segunda-feira (23), após a informação de que uma tia da vítima estaria em cativeiro e também seria executada. O corpo da adolescente foi encontrado pela manhã na região do Urubuzinho, zona Rural de Boa Vista, na margem da RR-205, que liga Boa Vista ao município de Alto Alegre.

O desfecho do caso ocorreu já no período da noite, quando todos os suspeitos foram conduzidos ao Plantão da Polícia Civil para que fosse adotada a medida cabível ao caso. Do total de nove suspeitos, cinco são mulheres e duas são parentes da jovem morta, sendo a própria tia e uma filha desta, prima da vítima. Segundo a acusação da polícia, a própria tia e a prima teriam feito “casinha” para a jovem ser executada.

Os outros quatro suspeitos são homens e as equipes policiais procuraram por mais três suspeitos. Foto: Nonato Sousa

Também de acordo com a apuração dos fatos feita pelas equipes policiais, a morte de Glória Silva foi mais um crime atribuído à briga que envolve duas facções criminosas que atuam em todos os estados do país, dentro e fora dos presídios, pela hegemonia do crime.

TRIBUNAL DO CRIME

A adolescente Glória Silva teria sido morta por supostamente pertencer à facção rival. Foto: Divulgação.

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A adolescente teria sido morta por supostamente pertencer à facção Comando Vermelho (CV), e sua execução foi decidida por um líder da facção rival, denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), do estado do Paraná. Segundo informações do sargento PM que comandou a ação policial, após supostamente ser atraída pela tia e prima no domingo (22), Glória Silva foi levada para ser julgada pelo tribunal do crime, em um cativeiro no bairro Senador Hélio Campos, zona Oeste de Boa Vista.

Posteriormente, ao ser “condenada à morte”, a jovem foi levada para ser executada e pela manhã foi encontrada decapitada, de bruços e com a cabeça sobre as costas, no lavrado na região de balneários do Urubuzinho. A jovem foi identificada pelas impressões digitais, pela perícia papiloscopista, após o corpo ser removido ao Instituto de Medicina Legal. Também familiares reconheceram seu corpo, que ainda ontem foi liberado para o velório e sepultamento após o exame cadavérico que determina a causa da morte.

MAIS CONDENAÇÕES

Na noite de ontem, após entregar os suspeitos na delegacia, o comandante da guarnição policial que chegou ao grupo conversou com o Roraima em Tempo e revelou que apesar de ter feito “casinha” para a sobrinha ser morta, a tia também teria sido condenada à morte pelo PCC, porém ela teria pedido para matarem a filha. No entanto, segundo o policial, a facção teria decido matar as duas, mãe e filha. A execução delas ocorreria entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada desta terça-feira (24), porém, a ação policial abortou as execuções.

“Recebemos uma denúncia anônima de que a tia da jovem decapitada também seria morta, e que ela estava em um cativeiro no Conjunto Pérola, bairro Doutor Airton Rocha. Diante da informação, minha equipe que é do 2º Batalhão da Polícia Militar, junto com as equipes da Força Tática, Choque, e do Departamento de Inteligência e Informação (DII) da PM, foram até o local e encontraram mãe e filha, além de outros suspeitos. Durante a ação policial, descobrimos através do celular da mulher [tia da jovem decapitada], uma mensagem do comando do PCC do Paraná, que determinou a morte dela também”, relatou o policial.

Ainda de acordo com a fonte policial, a mulher inicialmente aceitou armar a emboscada para a sobrinha, com o intuito de ingressar na facção PCC, porém, o comando da facção teria decidido matá-la depois disso, por considerar que ela sabia que a sobrinha era da facção rival, considerada “lixo”, e deveria ser morta. Mas a mulher tentou se livrar da execução e teria oferecido a filha para morrer em seu lugar, no entanto, o chefe da facção teria ordenado a morte das duas.

OUTRAS PRISÕES

Durante a ação policial foram apreendidas quatro facas e os celulares dos suspeitos. Foto: Nonato Sousa.

Além da ação policial na casa no Conjunto Pérola, as equipes também estiveram em outro local usado como cativeiro da jovem decapitada, no bairro Senador Hélio Campos, onde dois dos suspeitos foram detidos. Armas brancas (facas), no total de quatro, foram apreendidas e a suspeita é que foram usadas para matar a adolescente Glória Silva.

Relógios e celulares dos suspeitos também foram apreendidos e devem passar por uma perícia da Polícia Civil. Ainda segundo o policial, todos os suspeitos confessaram participação no crime, sendo que alguns alegaram que participaram apenas do ‘tribunal do crime’, e negaram envolvimento na morte da adolescente.

ADOLESCENTES 

A reportagem apurou que entre as cinco mulheres detidas, duas seriam adolescentes. Elas e os demais suspeitos foram entregues no plantão da PC por volta das 21h, e até a saída da reportagem o interrogatório ainda estava em andamento.

OUTROS SUSPEITOS

Roraima em Tempo apurou ainda que além dos nove suspeitos detidos nessa segunda-feira, outros três indivíduos estão sendo procurados pelas equipes policiais, totalizando 12 pessoas envolvidas no julgamento e execução da adolescente.

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AMAZÔNIA

Força-tarefa Amazônia registra R$ 580 milhões em danos ambientais, incluindo Acre

Folha de São Paulo, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Trabalho levou ao indiciamento de quadrilhas ligadas à grilagem e corrupção ambiental; ação do grupo foi prorrogada por mais um ano.

Por Phillippe Watanabe.
Ações da Força-tarefa Amazônia registraram, em poucos menos de dois anos de atividade, mais de R$ 580 milhões em prejuízos ambientais documentados, 84 pessoas indiciadas por crimes ambientais e a identificação de quadrilhas ligadas à grilagem, corrupção em órgão ambiental e mineração ilegal. 

A força-tarefa, que teve início em agosto de 2018 e tinha previsão inicial de ação de 18 meses, teve seu período de ação ampliado em um ano, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União na última sexta (14) e assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

O objetivo do grupo é facilitar o diálogo entre os procuradores da república que atuam na área ambiental e entidades como o Ibama, a Polícia Federal e o Exército, e também ganhar eficiência, considerando que os crimes contra o ambiente transcendem a área amazônica. 

“Isso mostrou como o ouro de garimpo ilegal pode estar nas joias do dia a dia. A empresa de Minas Gerais fazia alianças e revendia para joalherias”, diz Ana Carolina Haliuc Bragança, procuradora federal e coordenadora da Força-tarefa Amazônia. “Mostra também que precisamos fortalecer os mecanismos de ‘compliance’ de joalherias.”

A procuradora afirma que a operação mostra como é possível combater a mineração ilegal ao focar a ação de inteligência nos agentes que estão no topo da cadeia de comercialização do ouro e que financiam garimpeiros ilegais. “Essas são as pessoas que devem ser responsabilizadas, são elas que estimulam os danos à natureza.”

Outra ação de destaque da força-tarefa foi a operação Ojuara contra uma grupo acusado de fraudar fiscalizações de desmate e grilagem de terras no Amazonas. Entre os acusados está Carlos Gadelha, ex-superintendente do Ibama no Acre.

O esquema envolvia grandes pecuaristas da região, policiais locais (que atuavam como milícias e faziam serviços de pistolagem) e o servidor do Ibama que foi preso. O ex-superintendente preenchia os autos de infração com informações propositalmente erradas, o que enfraquecia os processos, além de multar laranjas no lugar dos verdadeiros responsáveis pelos crimes. 

O servidor também atuava na defesa de infratores que desmatavam e grilavam por meio de uma empresa na qual era sócio.

“Trabalhamos criminalmente contra quem é grande. Não adianta punirmos a pessoa que é muito pobre e que está fazendo aquilo a mando de alguém”, diz Bragança, que afirma que os desmatamentos na Amazônia necessitam e movimentam grandes somas de dinheiro, e são localizados em médias e grandes propriedades.

Membros do governo Bolsonaro, como o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e, mais recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, costumam associar, sem apresentar dados, o desmatamento à pobreza na região amazônica, que as pessoas desmatariam para comer

Segundo a coordenadora da força-tarefa, a principal dificuldade da atuação em casos de crimes ambientais na Amazônia é a distância dos centros de poder estaduais, muitas vezes distantes milhares de quilômetros de onde os atos ilícitos ocorrem. Isso acaba tornando o local em uma terra de ninguém, diz ela, com uma forte dinâmica de coronelismo.

“A Amazônia precisa do Estado mais presente na fiscalização, no monitoramento e na criação de terras indígenas, de unidades de conservação. O Estado vem sendo omisso de muitos modos”, diz a procuradora. 

Devido à tramitação dos processos legais, as operações iniciadas pela Força-tarefa Amazônia ainda não resultaram em condenações.

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CORRUPÇÃO

Após prisões, Prefeito Ilderlei Cordeiro exonera irmã e assessor de comunicação; entenda

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Irmã de prefeito e mais quatro têm prisão temporária prorrogada em Cruzeiro do Sul.

Foto de capa: Secretário e irmã de prefeito presos em operação da PF são exonerados no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal.

A Justiça do Acre acatou um pedido da Polícia Federal e decidiu prorrogar por mais cinco dias a prisão temporária dos presos na Operação Presságio, deflagrada na sexta-feira (14). A informação foi confirmada pelos advogados Marcos Paulo Correia e Jairo Castro.

Estão presos: a irmã do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, a advogada Idelcleide Cordeiro, o secretário de comunicação da prefeitura, Paulo de Sá, e mais três pessoas, entre funcionários da prefeitura e da ONG CBCN, que faz a coleta de lixo da cidade.

O primeiro mandado de prisão temporária se encerra nesta terça (18). Com o novo, os suspeitos devem permanecer presos até domingo (23). A Operação Presságio cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão no Acre, Amazonas, Rondônia, Minas Gerais, Sergipe e Distrito Federal.

Ao G1, os advogados Marcos Paulo Correia, que defende o secretário de comunicação e Maria Alcione, e Jairo Castro, na defesa de Idelcleide Cordeiro, afirmaram que vão protocolar um habeas corpus em favor dos clientes ainda nesta terça.

Exonerações

A advogada e chefe de gabinete do prefeito de Cruzeiro do Sul, Idelcleide Cordeiro, e o secretário de comunicação da prefeitura, Paulo de Sá, foram exonerados dos cargos nesta terça.

A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e está assinada pelo prefeito em exercício José de Souza Lima.

Em entrevista na segunda (17), Ilderlei Cordeiro afirmou que os dois haviam pedido a exoneração, mas que podem voltar aos cargos.

Desvio

A ONG CBCN foi contratada com dispensa de licitação pela prefeitura, porém, segundo a PF, nunca prestou os serviços que foram acordados nos termos de colaboração com a gestão.

O casal Rosa Sampaio e Jocélio Araújo de Melo, que administram a ONG, também foi presos. Melo foi preso pela PF em Brasília, já a mulher dele estava em Cruzeiro do Sul quando foi levada pela polícia.

A investigação apontou que foram firmados cinco termos com diversas secretarias da prefeitura no valor de mais de R$ 52 milhões. Até o fim do exercício de 2019, a ONG já tinha recebido cerca de R$ 27 milhões.

Apesar de ter recebido já mais da metade do contrato, a polícia apurou que os serviços licitados pela prefeitura não foram efetivamente cumpridos, e sequer existe a possibilidade de que venham a ser até o fim da vigência dos contratos.

Em nota, o advogado que faz a defesa da CBCN, Daniel Gerber, alega que não houve desvio de verbas e nem recebimento de valores sem contraprestação.

“Os valores repassados pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul foram todos aplicados na execução dos objetos dos termos de colaboração firmados com o ente municipal. Não existiu qualquer repasse de valores para o centro de tratamento de resíduos que transformará o lixo em energia. Não haverá verba pública nessa etapa. O investimento será exclusivo da iniciativa privada”, destaca na nota.

Como funcionava

A polícia levantou que o modus operandi da suposta organização criminosa era complexo e envolvia diversas pessoas, tanto físicas quanto jurídicas. A investigação apontou que os pagamentos que ela recebia da prefeitura eram utilizados para o pagamento de uma empresa contratada pela própria ONG.

Essa empresa, que foi criada especificamente para prestar serviços à ONG em Cruzeiro do Sul, repassava os valores para diversas empresas de fachadas. Essas empresas, por sua vez, distribuíam o dinheiro entre os membros da organização criminosa.

A ação foi batizada como “Operação Presságio” porque a equipe de investigação detectou que os integrantes da suposta organização criminosa pressentiam e temiam que logo o esquema seria descoberto e eles presos.

Confira a nota da ONG na íntegra:

O advogado Daniel Gerber, que representa o CBCN, esclarece que não houve qualquer desvio de verbas nem recebimento de valores sem contraprestação. Os valores repassados pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul foram todos aplicados na execução dos objetos dos termos de colaboração firmados com o ente municipal.

Não existiu qualquer repasse de valores para o centro de tratamento de resíduos que transformará o lixo em energia. Não haverá verba pública nessa etapa. O investimento será exclusivo da iniciativa privada.

O advogado Daniel Gerber, que também representa Jocelio Araújo de Melo, disse que seu cliente se apresentará espontaneamente, assim como colaborará com as investigações.

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