Os presidentes da China e do Brasil saudam a “nova fase” nas relações entre os dois países, que são importantes parceiros comerciais.
O presidente chinês, Xi Jinping, e seu homólogo brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva assinaram dezenas de acordos comerciais e de desenvolvimento, enquanto a dupla mantinha conversações na capital do Brasil com o objetivo de aprofundar os laços entre os dois países.
Os líderes demonstraram na quarta-feira a sua crescente relação bilateral ao assinarem quase 40 acordos sobre comércio, tecnologia e proteção ambiental.
“Este é outro momento histórico no desenvolvimento das relações China-Brasil”, disse Xi, acrescentando que a China está pronta para tornar os países “parceiros de ouro”.
Por sua vez, Lula disse estar “confiante” de que a parceria “superará todas as expectativas e abrirá caminho para uma nova fase das relações bilaterais”.
A visita de Xi a Brasília ocorre após sua participação no início desta semana em um Cimeira do Grupo dos 20 (G20) no Rio de Janeiro, bem como uma cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) na semana passada em Lima, Peru.
Recebendo o presidente da China, Xi Jinping, no Palácio da Alvorada. 🇧🇷🇨🇳
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— Lula (@LulaOficial) 20 de novembro de 2024
O líder chinês teve um papel de destaque em ambas as reuniões, em contraste com o presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden, que está nas últimas semanas do seu mandato, antes da tomada de posse em janeiro do novo presidente dos EUA, Donald Trump.
A China tem sido um parceiro comercial e investidor cada vez mais importante na América Latina nos últimos anos, enquanto muitos observadores esperam que o governo dos EUA sob Trump estabelecer comércio adicional e barreiras migratórias que afectarão a região.
Um retrato de grupo no primeiro dia da cimeira do G20 destacou o momento, com Xi à frente e no centro ao lado dos presidentes do Brasil, da Índia e da África do Sul – os parceiros da China na o grupo BRICS das principais nações em desenvolvimento.
Biden perdeu aquela oportunidade de foto por “razões logísticas”, disse a Casa Branca.
Lula, que assumiu o cargo no início de 2023 após o tumultuado mandato de seu antecessor de extrema direita, Jair Bolsonaro, tem procurado redefinir as relações do Brasil com seus aliados estrangeiros.
Especialistas disse o líder brasileiro também está a tentar “conquistar… um papel distintivo” para o Brasil na geopolítica global, mantendo laços com Washington e ao mesmo tempo construindo relações com os rivais dos EUA, incluindo a China e a Rússia.
Na quarta-feira, Lula deu as boas-vindas a Xi com todas as honras, cumprimentando-o no tapete vermelho enquanto guardas montados a cavalo passavam, uma banda militar tocava os hinos nacionais dos dois países e filas de crianças agitavam bandeiras chinesas e brasileiras.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil em geral, com o comércio bilateral ultrapassando os 160 mil milhões de dólares no ano passado.
O país sul-americano envia principalmente soja e outras commodities primárias para a China, que por sua vez vende ao Brasil semicondutores, telefones, veículos e medicamentos.
