
Nem o menor estado de graça. Passavam 25 minutos da meia-noite deste sábado, 14 de dezembro, François Bayrou havia tomado posse de Matignon há poucas horas, quando chegou um comunicado de imprensa inesperado: Moody’s reduz a classificação da França. Para a agência norte-americana, as finanças públicas francesas correm o risco de afundar em dificuldades nos próximos anos, e o país já não merece a classificação “Aa2”, o equivalente a 17 em 20, que mantinha até agora. O rating é reduzido para “Aa3”, um nível inferior, como na Standard & Poor’s e Fitch. Presente de boas-vindas sujo.
François Bayrou não tinha ilusões sobre a dilapidação das contas públicas. O déficit “não desapareceu como num passe de mágica” após a moção de censura, advertiu Michel Barnier durante a transferência do poder na sexta-feira. “Ninguém conhece a dificuldade da situação melhor do que eu”, o novo primeiro-ministro respondeu. Antes de recordar que, em 2007, ele fez da necessidade de reduzir a dívida francesa o eixo principal da sua infeliz campanha pelo Eliseu: “Todos disseram: ‘Ele é completamente maluco, não estamos fazendo uma campanha sobre dívidas’. »
Você ainda tem 82,95% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.
