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O procurador de Paris solicitou uma pena de prisão de cinco anos e uma proibição de cinco anos de cargos públicos para a líder da extrema-direita Marine Le Pen, num julgamento em que ela e outras 24 pessoas são acusadas de desvio de fundos. União Europeia fundos.
O julgamento, que ocorre quase uma década após o início das investigações iniciaisameaça minar os esforços de seu partido Rally Nacional (RN) para melhorar sua imagem antes das eleições presidenciais de 2027 que muitos acreditam que ela poderia vencer.
Na quarta-feira, o procurador de Paris solicitou uma multa de 300.000 euros (£ 249.439), cinco anos de prisão e uma sentença de inelegibilidade contra Marina Le Pencom execução provisória. Se o tribunal a considerar culpada das acusações desta execução provisória, Le Pen não poderá concorrer às eleições, mesmo que recorra da sentença.
Le Pen, o próprio partido RN e outros 24 – funcionários do partido, funcionários, ex-legisladores e assistentes parlamentares – são todos acusados de usar dinheiro do Parlamento Europeu para pagar funcionários em França que trabalhavam para o seu partido, que na altura era chamado de Partido Republicano. Frente Nacional.
O RN, tal como outros partidos de extrema-direita em toda a Europa, está em alta após um forte desempenho nas eleições europeias de Junho.
“A lei aplica-se a todos”, disse o procurador Nicolas Barret ao tribunal, enquanto Le Pen se sentava na primeira fila dos bancos dos réus, acrescentando que a proibição “proibiria os réus de concorrer em futuras eleições locais ou nacionais”.
Exigiu uma pena de prisão de cinco anos para Le Pen, apelando a que pelo menos dois anos dessa pena fosse uma pena de prisão “convertível”, o que significa que haveria uma possibilidade de libertação parcial.
“Acho que o desejo dos procuradores é privar o povo francês da capacidade de votar em quem quiser”, disse Le Pen mais tarde.
O alegado sistema de empregos falsos, que foi sinalizado pela primeira vez em 2015, abrange contratos de assistentes parlamentares entre 2004 e 2016. Os procuradores dizem que os assistentes trabalhavam exclusivamente para o partido fora do parlamento.
Ao discursar no julgamento no mês passado, Le Pen disse que era inocente.
“Não tenho absolutamente nenhuma sensação de ter cometido a menor irregularidade ou o menor ato ilegal”, disse ela ao tribunal.
Questionado no mês passado sobre como exatamente ela selecionou seus supostos assessores parlamentares e quais eram suas tarefas, Le Pen deu respostas gerais ou disse que não conseguia se lembrar.
Se for condenado, Le Pen poderá interpor recurso.
As autoridades do Parlamento Europeu disseram que a legislatura perdeu 3 milhões de euros (2,49 milhões de libras) através do esquema de empregos. O RN devolveu um milhão de euros, o que insiste não ser uma admissão de culpa.
Reuters e Agence France-Presse contribuíram para este relatório
