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Não há promessas concretas para a data de adesão à UE – DW – 21/12/2024
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A União Europeia, agora com 27 membros, tem repetido o mantra desde a cimeira da UE de 2003 em Salónica, na Grécia: Os países dos Balcãs Ocidentais que emergiram da desintegração da Jugoslávia, bem como Albâniapertencem à Europa e devem ser bem-vindos no União Europeia.
Até agora, o único que deu o salto para a UE foi Croácia em 2013. Os outros seis — Sérvia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Bósnia e Herzegovina e Albânia — têm trabalhado durante anos no sentido de uma data concreta para a sua inclusão. Todos se encontram em fases diferentes do longo processo de adesão.
“Devemos acelerar este processo, a um ritmo completamente novo, para que a perspectiva de adesão se transforme na própria adesão”, afirmou o chanceler alemão. Olaf Scholz disse em Bruxelasonde se realizou esta semana a cimeira anual da UE sobre os Balcãs Ocidentais.
Impaciência crescente
No que diz respeito a muitos políticos dos Balcãs Ocidentais, pouco foi alcançado. Edi Rama, primeiro-ministro do Albâniadescreveu o processo de adesão como injusto e neurótico. Ele disse que também acha hipócrita que Ucrâniacom a Moldávia no seu encalço, está a ser apressado no processo para defender a posição geopolítica de que faz parte da defesa da Europa contra a agressão russa.
Rama deposita grandes esperanças na nova alta representante da UE para os negócios estrangeiros, Kaja Kallas. Ele está convencido de que ela defenderá os Balcãs Ocidentais. Como estónio, acrescentou Rama, Kallas cresceu sob uma ditadura comunista num país que lutou pela liberdade e pela entrada na UE.
O líder albanês comenta que os Balcãs Ocidentais passaram por algo semelhante. Ele dirigiu palavras lisonjeiras a Kallas, o ex-primeiro-ministro da Estônia, depois de conhecê-la pela primeira vez em seu novo cargo: “Obrigado pelo sorriso gentil no tempo cinzento e sombrio em Bruxelas esta manhã.”
A UE não está unida
As opiniões divergem entre os membros da UE sobre a rapidez com que cada país dos Balcãs Ocidentais deveria ser admitido no clube. A Áustria, que historicamente tem laços estreitos com os Balcãs, formou um “grupo de amigos” para os seis países candidatos. Outros membros da UE mais distantes, como a Irlanda ou a Espanha, estão menos entusiasmados. A Espanha é um dos vários países da UE que não reconheceram o Kosovo como um Estado.
A Sérvia ainda considera o Kosovo uma província separatista e, apesar dos esforços de mediação da UE, a disputa entre os dois países não está mais perto de ser resolvida. Na verdade, muito pelo contrário: os confrontos violentos e os ataques terroristas continuam a prejudicar as relações entre Kosovo e Sérvia. Também impedem qualquer progresso no sentido da adesão à UE.
Na cimeira de Bruxelas, o presidente Kosovar, Vjosa Osmani, queixou-se de que a Sérvia foi creditada por ter feito progressos, apesar de ter laços estreitos de política externa com a Rússia. Entretanto, ela disse que o Kosovo cumpriu todos os requisitos da UE e apoiou a posição do bloco em relação à Ucrânia.
“Somos o país mais pró-europeu do mundo, mas o nosso pedido de adesão desapareceu de alguma forma numa gaveta algures em Bruxelas”, disse Osmani.
Ucrânia e UE iniciam negociações de adesão
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Problemas internos
Scholz, da Alemanha, reiterou que não se deve permitir que as disputas entre os vizinhos dos Balcãs Ocidentais ofusquem o processo de adesão. Isto, disse ele, também se aplicava aos membros da UE cujas questões bilaterais com países candidatos específicos estavam a dificultar o processo como um todo.
O comentário foi provavelmente uma referência à Bulgária, que, por razões culturais e históricas, tem uma disputa de longa data com o país candidato, a Macedónia do Norte.
No entanto, tais divergências não foram mencionadas na cimeira e foram encobertas com um compromisso geral de que os Balcãs Ocidentais adeririam à UE, bem, algum dia.
O processo de adesão depende também do desempenho dos países candidatos. Cada estado é julgado individualmente, independentemente dos seus vizinhos. A Comissão Europeia, poder executivo do bloco, ressaltou que as respectivas adesões não estão vinculadas.
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Montenegro na liderança?
O menor país candidato, Montenegrocom a sua população de apenas 670.000 habitantes, espera que seja esse o caso. Na cimeira, o presidente montenegrino, Jakov Milatovic, disse que o seu país concluiu o processo legal de candidatura à adesão à UE e estava pronto para aderir há anos.
“Estamos em primeiro lugar e queremos tornar-nos o 28º membro da UE”, disse Milatovic. “Isso também enviaria um sinal claro aos outros candidatos de que o processo de adesão ainda está vivo.”
No entanto, Milatovic também não recebeu promessas concretas. Kallas disse que espera fazer progressos reais durante o seu mandato nos próximos cinco anos.
A invasão da Ucrânia pela Rússia há quase três anos levou a UE a alterar as suas prioridades. Os Balcãs Ocidentais tornaram-se subitamente mais importantes como baluarte contra a influência russa.
“O alargamento da UE é também crucial para a segurança de toda a Europa”, disse Milatovic.
Os parceiros devem agora chegar a acordo sobre um “plano de crescimento para os Balcãs Ocidentais” para fortalecer os laços entre eles e a UE. O plano teria como objetivo garantir investimentos em infraestruturas e empregos nos Balcãs Ocidentais.
Sem data de adesão específica
Na sua última cimeira dos Balcãs, o antigo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, falou de 2030 como o ano em que a UE poderia expandir-se. No entanto, o seu sucessor, António Costa, não mencionou datas.
“A cimeira não foi sobre as especificidades do alargamento como tal”, disse Costa após as discussões. “Tratava-se mais de um quadro estratégico mais amplo. Reconhecemos que há frustração na região, mas agora há um novo impulso”, acrescentou.
Entretanto, os diplomatas da UE alertaram que antes de serem tomadas quaisquer medidas concretas, a própria União Europeia deve preparar-se para a admissão de novos membros. Dizem que os actuais procedimentos e instituições de votação são demasiado lentos e complicados para uma comunidade com 33 Estados-membros – ou mesmo para lidar com a adição de um país tão grande como a Ucrânia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, foi pedindo reformas há anos com pouco resultado. Agora, o presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyenanunciou que apresentará uma proposta sobre o assunto.
Talvez o tema seja revisto na próxima cimeira UE-Balcãs Ocidentais. Isso acontece em dezembro de 2025.
Este artigo foi traduzido do alemão.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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