
Inaugurada no Centre Pompidou-Metz em 2023, com passagem por Nantes e Barcelona, a retrospectiva Suzanne Valadon fica no Centre Pompidou de Paris até 26 de maio. Este será o último neste andar antes o fechamento do local para obras, que deve durar cinco anos. Não esperávamos tal escolha numa instituição que, desde a sua abertura em 1977 até “Elles” em 2009tem mostrado pouco sucesso na defesa das mulheres artistas. Teríamos previsto ainda menos porque Valadon (1865-1938) é um designer e pintor figurativo que trabalhou desde o final do século XIXe século entre as guerras, enquanto a programação do Centro Pompidou se concentrou em grande parte na segunda metade do século XXe século e assuntos atuais.
Depois de ver Valadon em Metz, podemos vê-lo novamente num espaço maior, segundo uma arquitectura diferente e com empréstimos adicionais. Um espaço muito pequeno foi dado a outras pintoras contemporâneas – Georgette Agutte (1867-1922), Marie Laurencin (1883-1956) e Juliette Roche (1884-1980). Mas cada um deles tem direito a tão poucas pinturas – uma, na maioria das vezes – que esta dispersão nada revela, excepto a admissão involuntária do atraso do museu parisiense nas questões de género.
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