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O ano de 2025 será crucial para o clima num mundo “mais incerto e turbulento do que nunca”

No município de Catarroja (Espanha), perto de Valência, atingido por violentas inundações em 31 de outubro de 2024.

Sempre parece mais como quadratura do círculo. A emergência climática continua a agravar-se, à medida que os desastres se multiplicam, desde o ciclone Chido, que devastou Maiote, até às inundações em Valência (Espanha). O ano de 2024, definido para ser declarado o mais quente já registradoultrapassará pela primeira vez o limiar de 1,5°C de aquecimento em comparação com a era pré-industrial, o objetivo mais ambicioso do acordo climático de Paris.

Ao mesmo tempo, o contexto geopolítico está mais tenso do que nunca, relegando o clima para segundo plano, entre as guerras em Gaza e na Ucrânia, a austeridade orçamental, os conflitos comerciais, as instabilidades políticas em França, na Alemanha, no Canadá ou na Austrália, a ascensão da populismo e ceticismo climático. Acima de tudo, a eleição de Donald Trump como chefe dos Estados Unidos causou uma onda de choque na diplomacia climática. O republicano prometeu retirar o seu país do acordo de Paris no primeiro dia do seu mandato, 20 de janeiro, saída que entrará em vigor um ano depois.

“Este ano promete ser o mais complexo desde o acordo de Paris. Embora estejamos num mundo mais incerto e turbulento do que nunca, corremos o risco de acelerar uma espiral viciosa de ambição climática”.alerta Li Shuo, diretor de política climática chinesa do Asia Society Policy Institute.

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