
A jovem primeira-ministra tailandesa, Paetongtarn Shinawatra, de 38 anos, no poder desde agosto de 2024, é uma mulher rica: forçada por lei a declarar os seus bens à comissão nacional anticorrupção, a fortuna do chefe de governo acaba de ser oficialmente quantificada: 13,84 mil milhões de bahts, ou aproximadamente 390 milhões de euros. Num país onde a prevaricação política é tão antiga como o Reino do Sião, tal transparência é meritória.
A boa soma inclui, além de terrenos na Tailândia e propriedades em Londres e no Japão – o que não é muito surpreendente – activos mais surpreendentes. Não tanto pelo seu valor intrínseco ou pela relevância das escolhas do Primeiro-Ministro, mas sim pela sua quantidade. A lista de bens inclui, de facto, nada menos que 217 malas de luxo (mais de 2 milhões de euros), 75 relógios no valor estimado de cinco milhões e sobretudo 23 carros de luxo, incluindo um Rolls-Royce e um Bentley de 300.000 euros…
Na realidade, a riqueza de Paetongtarn Shinawatra não é muito surpreendente se a colocarmos no contexto de uma cena política tailandesa onde muitas pessoas ricas do país mais desigual da zona da Ásia Oriental e do Pacífico se encontram lado a lado: vários dos ministros do seu governo estão entre os mais ricos do Parlamento, que tem vários milionários.
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