eue 1é Janeiro de 2025, o euro completará 25 anos. Isto deveria ser uma ocasião de celebração, uma vez que este euro foi criticado, antes de ser adoptado pelos cidadãos europeus. Mas entre a eleição de Donald Trump (5 de novembro) e a procrastinação da política francesa, a instalação da nova Comissão Europeiao 1é Dezembro, passou em grande parte despercebido e os motivos de celebração parecem, sem dúvida, supérfluos. Será porque esta comissão, como as que a precederam, carece cruelmente de encarnação política e de um projecto unificador e credível?
Ouvimos aqui e ali que a União Europeia (UE) deve aproveitar as actuais convulsões e a chegada iminente de Donald Trump ao poder para afirmar a sua autonomia estratégica face aos Estados Unidos, à China e à Rússia.
Estabilidade e segurança
No entanto, a construção europeia nem sempre pode ser feita em reacção a acontecimentos graves, como a crise sanitária da Covid-19, a guerra na Ucrânia ou mesmo a mudança de administração americana, mesmo que, naturalmente, isso possa despertar consciências. Também não defendemos o projecto europeu alegando que seria dispendioso abandoná-lo, como os britânicos tiveram a amarga experiência. Isso só aumenta a ansiedade em um momento já confuso.
Para melhor unir, a UE não pode deixar de abordar concretamente todos os cidadãos, e em particular os mais relutantes entre eles, que vêem os únicos defeitos da Europa: o aumento da concorrência que leva à perda de empregos e, portanto, de rendimentos que quaisquer reduções de preços concedidas a este ou aquele produto de consumo diário vida estão longe de compensar. As políticas de coesão europeias podem existir há décadas, mas os fundos atribuídos para reparar o que a globalização quebrou não aumentaram.
Trata-se de um erro manifesto: a política de coesão contribui efectivamente para melhorar a convergência regional, mas de forma insuficiente porque é subfinanciada. O processo de convergência está, no entanto, longe de estar completo e estagnou desde as recentes crises económica, sanitária e energética. Para unir, são necessários meios financeiros.
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