
No seu discurso de posse, na segunda-feira, 20 de janeiro, Donald Trump falou principalmente aos americanos. Embora tenha anunciado a saída do acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde (OMS), não disse uma palavra explícita sobre a Europa, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ou a Ucrânia. Mas, em Bruxelas e nas capitais europeias, ouvimos com apreensão o que o presidente americano tinha para dizer e procurámos ler nas entrelinhas o tratamento que pretende infligir aos Vinte e Sete.
Donald Trump foi mais direto na terça-feira, 21 de janeiro, durante entrevista coletiva: « L’UE (União Europeia) é muito ruim para nós. Eles nos tratam muito mal. Eles não levam nossos carros nem nossos produtos agrícolas. Na verdade, eles não demoram muito.”declarou o presidente americano, que acrescentou: “Portanto, eles são bons para taxas alfandegárias. »
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, não conseguiu até agora obter um encontro com Donald Trump. Terça-feira, em Davos, na Suíça, onde proferiu um dos discursos de abertura da reunião anual do Fórum Económico Mundial, ainda assim enviou-lhe uma mensagem, sem nunca o citar. “Seremos pragmáticos”ela garantiu.
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