A polícia italiana apreendeu mais de 2.100 obras de arte falsificadas que foram atribuídas a dezenas de grandes nomes como Pablo Picasso, Vicente Van Gogh, Andy Warhol e Banksy.
Os investigadores disseram na segunda-feira que as obras de arte tinham um valor de mercado potencial de 200 milhões de euros (215 milhões de dólares).
A promotora-chefe de Pisa, Teresa Angela Camelio, disse que especialistas do arquivo de Banksy ajudaram na investigação e a consideraram “o maior ato de proteção ao trabalho de Banksy”.
Outros artistas cujas obras foram supostamente falsificadas incluem Salvador Dali, Jean-Michel Basquiat, Keith Haring, Claude MonetMarc Chagall, Jackson Pollock, Piet Mondrian, Gustav Klimt, Wassily Kandinsky, Francisco Bacon e muito mais.
Polícia alega rede de oficinas de falsificação
Cerca de 38 pessoas foram investigadas numa investigação que abrangeu Itália, Espanha, França e Bélgica.
Eles eram suspeitos de conspiração para lidar com bens roubados, falsificação e venda ilegal de obras de arte, disseram a promotoria de Pisa e o esquadrão de arte Carabinieri em um comunicado conjunto.
A polícia italiana descobriu duas oficinas de falsificação de arte na Toscana e uma em Veneza. As investigações europeias identificaram então mais três oficinas no estrangeiro.
Os suspeitos foram acusados de produzir as obras de arte forjadas nas suas próprias oficinas antes de contactar casas de leilões italianas para vender as peças.
A rede de alegados falsificadores chegou a organizar exposições inteiras em locais de prestígio para aumentar a sua credibilidade, completando com catálogos de arte publicados.
zc/rmt (Reuters, EFE)
