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EXCLUSIVO: Promotor de Justiça processa Jesus, site Ac24horas e Estado do Acre

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O Deputado Federal Jesus Sérgio teria supostamente afirmado, na tribuna da Assembleia, que o Promotor Flávio Bussab Della Líbera “é fraco”, “não presta” e que “foi mandado para a Promotoria local por punição” – conforme argumento do advogado do Promotor. Nesse sentido, o deputado federal teria ´praticado ato ilícito por abuso de direito, consoante previsto no art. 187, do Código Civil´, diz o autor do processo.

Na época dos fatos, Jesus Sérgio era deputado estadual. Jesus teria feito declarações constantes na matéria intitulada “’A ordem dada aos bandidos em Tarauacá é para assaltar e atirar’, denuncia Jesus Sérgio”, veiculada no site ac24horas, e publicada por Ray Melo [leia aqui a matéria].

Constam como réus, o Estado do Acre, o deputado federal Jesus Sérgio de Menezes e o site Ac24horas. O Promotor pede a condenação do deputado federal ao pagamento de R$40.000,00 (quarenta mil reais) a título de  danos morais.

Contra o site, o Promotor pede o reconhecimento do direito ao esquecimento em favor do autor, determinando ao requerido AC24Horas a exclusão dos seus arquivos e/ou bancos de dados digitais da matéria intitulada “’A ordem dada aos bandidos em Tarauacá é para assaltar e atirar’, denuncia Jesus Sérgio”, publicada em 30/08/2017, para que não seja acessível pela internet. [leia aqui a matéria].

O Promotor de Justiça FLÁVIO BUSSAB DELLA LÍBERA, responsável pela Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Tarauacá, interior do Acre, ajuizou AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS COMBINADA COM TUTELA INIBITÓRIA, contra JESUS SÉRGIO DE MENEZES, atualmente deputado federal, e o site de notícias Ac24horas.

O Portal Acre.com.br apurou, com exclusividade, todo o imbróglio envolvendo as autoridades.

Segundo afirma o advogado do Promotor, autor da ação,  Flávio é ´promotor de justiça e completou, em outubro deste ano, 8 anos de serviços prestados no Ministério Público do Estado do Acre. Desde setembro de 2015, depois de passar por várias Promotorias, na capital e no interior, o autor foi designado para exercer suas atividades na Promotoria de Tarauacá/AC, o que faz até os presentes dias´.

A Reportagem do Acre.com.br apurou que, segundo afirma o advogado do Promotor, ´no dia 30/08/2017, o autor foi surpreendido com o inexplicável envolvimento do seu nome, na matéria publicada no site de notícia AC24hrs, intitulada: “’A ordem dada aos bandidos em Tarauacá é para assaltar e atirar’, denuncia Jesus Sérgio”. Nela o referido político, inexplicavelmente, proferiu graves ofensas pessoais em desfavor do autor, senão vejamos:

Apesar de acreditar que armar as pessoas não é a solução para onda de violência no Acre, o deputado Jesus Sérgio (PDT) fez uma denúncia grave na manhã desta quarta-feira (30) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). De acordo com o parlamentar “a ordem dada aos bandidos em Tarauacá é para assaltar e atirar”.

Essa ideia de armar a população é do Bolsonaro. Acredito que isso não resolve a situação do país. Em Tarauacá, a situação é grave. A ordem dada aos bandidos em Tarauacá é para assaltar e atirar. Lá estão atirando nas pessoas. As informações que a ordem partiu dos grupos criminosos”, diz Jesus Sérgio.

Segundo ele, uma “menina que comandou o assalto que terminou com uma atendente levando um tiro de escopeta, mesmo sem reagir, foi a mesma que tinha queimado um ônibus há 15 dias, ou seja, ela queimou um ônibus e depois de 15 dias invadiu um (sic) Jesus Sérgio informa que, “até hoje o processo não chegou na Justiça. Por que não se reúne MP, polícia e Secretaria de Segurança para treinar os servidores. Eu acredito que as leis só têm que ser cumpridas. Um juiz não vai sair do fórum para procurar os processos. O processo tem que ser encaminhado”, enfatiza.

O advogado afirma que o parlamentar criticou o promotor de Justiça do município. “O promotor que está em Tarauacá é muito fraco. Ele foi penalizado em Manoel Urbano e foi mandado para Tarauacá. Parece que em Tarauacá só tem que enviar o que não presta”, finaliza o deputado que faz parte da base da administração petista.” (g. n.)´´.

Resultado de imagem para Flávio Bussab Della Líbera

Na foto: Promotor Flávio Bussab Della Líbera [reprodução]

Segundo afirma o advogado do Promotor ´´É este último parágrafo da afirmação do requerido que, especificamente, consubstancia verdadeiro dano à imagem do autor e do próprio Ministério Público. Isso porque são opiniões depreciativas que serviram para ataque gratuito. Além do que, faz ilações inverídicas e maliciosas, pois o autor não foi punido administrativamente tampouco o autor foi designado para Tarauacá como forma de punição´´.

O autor do processo explicou ainda que, no caso, é inaplicável a imunidade parlamentar, e que o discurso do deputado, à época estadual, caracteriza ato ilícito.

O OUTRO LADO

As pessoas citadas na matéria não foram condenadas pela justiça. Não há sentença contra as mesmas. Trata-se ainda, nesta fase, de atos instrutórios, onde poderão apresentar provas e alegar toda a matéria de defesa. Haverá também audiência de conciliação, onde as partes poderão fazer acordo.

A Reportagem do Acre.com.br tentou telefonar para as pessoas envolvidas, mas não conseguimos contato. A Redação informa às partes que o espaço permanece aberto para divulgar sua versão dos fatos, bastando enviar texto completo para o e-mail acrenoticia.com@gmail.com ou WhatsApp 99988-7585, cuja versão será publicada integralmente.

O processo estar em fase inicial. Os reclamados não foram condenados ou sentenciados. Vale dizer, os reclamados, Estado do Acre, deputado federal Jesus Sérgio de Menezes e o site Ac24horas ainda não foram sequer citados para contestar o processo.

O processo 0712844-07.2018.8.01.0001 tramita na Vara de Fazenda Pública, porém deverá ser remetido ao Juizado Especial da Fazenda Pública de Rio Branco, em razão do valor atribuído à  causa de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).

Por Acre.com.br

 

EXCLUSIVO

EXCLUSIVO: Veículo de fuga utilizado por assassinos do Dr Baba poderá ser liberado; acusados continuam presos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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No depoimento em delegacia, um dos acusados, José Renê do Nascimento Avelino, afirmou que o veículo de fuga pertencia ao compassa Lucas Silva de Oliveira, atualmente preso no Presídio do município de Senador Guiomard.

Foto de capa: Lucas Silva de Oliveira, 29 anos. Inquérito policial afirma que ele conduzia o veículo da fuga, e foi o mentor intelectual do crime. 

O automóvel de marca GM/CELTA 2F LIFE, ano 2006, cor preta, placa KIY1463, que foi utilizado como veículo de fuga pelos criminosos que mataram o médico Rosaldo Firmo de Aguiar França, no dia 27/10/2018, no município de Feijó, poderá ser restituído nos próximos dias ao proprietário R.B.R.

Acontece que o proprietário R.B.R. ajuizou pedido de restituição de coisa apreendida, requerendo que a Justiça criminal de Feijó devolva o veículo. Segundo o advogado do autor, “(..) a despeito da autoria da infração praticada, o Requerente não tem envolvimento algum, e o bem apreendido pertence à Requerente que o adquiriu de forma lícita, conforme fazem prova os documentos inclusos no próprio caderno processual, os quais demonstram a licitude da propriedade“.

E prossegue argumentando “Primeiramente, cumpre esclarecer que o automóvel pertence à Requerente, não havendo que se falar em relação do ilícito penal investigado com a aquisição de referenciado bem. Desta sorte, negar a restituição do bem apreendido seria trazer punição de sobremodo injusta ao Requerente, uma vez que este não guarda relação alguma com a infração que lhe foi imputada. Vê-se, de pronto, que não subsistem motivos plausíveis que justifiquem a manutenção da apreensão do referido bem“. 

Entretanto, segundo um dos participantes do crime, José Renê do Nascimento Avelino, o veículo de fuga pertencia ao compassa Lucas Silva de Oliveira, atualmente preso no Presídio Dr. Francisco de Oliveira Conde. Foi com tal veículo que os autores do crime se evadiram do local.

Veja trecho do depoimento de José Renê do Nascimento Avelino:

No dia 02 de outubro, o magistrado da Comarca de Feijó, Dr. Marcos Rafael Maciel de Souza, determinou vista dos autos ao Ministério Público Estadual, o qual poderá emitir parecer favorável à restituição, ou negá-la. 

O pedido de restituição do veículo aguarda parecer do Ministério Público Estadual. 

O acusado José Renê do Nascimento Avelino é defendido pelo advogado Francisco Eudes da Silva Brandão. O réu Felipe de Oliveira Rodrigues é defendido pelo defensor público Dr. Diego Victor Santos Oliveira. O acusado Lucas Silva de Oliveira é defendido pelos advogados, Dr. Tobias Levi de Lima Meireles, Ricardo Alexandre Fernandes Filho e Thomas César Salgueiro. Antonio Elineldo Vieira de Lima é defendido pelo advogado Benaias Pedro Nascimento da Silva.

Em audiência de interrogatório, o acusado negou participação nos fatos. Veja o interrogatório: 

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CONDENAÇÃO

Justiça inocenta site e condena deputado Alan Rick

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Deputado Federal Alan Rick Miranda, que também é jornalista profissional, processou o Jornal Folha do Acre e a Sra. Genoveva Menezes Lopes, “Gina Menezes”, e pediu R$ 10 mil reais por alegados danos morais. A Juíza negou o pedido de exclusão da matéria publicada, e condenou o parlamentar, que já recorreu da sentença. 

julgo improcedente o pedido formulado por Alan Rick Miranda em desfavor de Jornal A Folha do Acre e Genoveva Menezes Lopes e declaro extinto o processo com análise do mérito. Condeno o autor ao pagamento das custas processuais.“, decretou a Juíza Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil.

Redação do Acre.com.br obteve com exclusividade acesso aos documentos. 

Segundo o processo nº. 0709427-46.2018.8.01.0001, distribuído em 21/08/2018, em andamento na Justiça da Comarca de Rio Branco, cujo processo não tramita em segredo de justiça, sendo processo público, tendo acesso liberado ao público em geral, podendo ser acessado por qualquer cidadão, através do site do TJAC, o Deputado Federal Alan Rick pede R$10 mil na Justiça, alegando supostos danos morais, cometidos pelo site Folha do Acre e a jornalista Sra. Gina Menezes.

Entenda os fatos:

Reportagem do Acre.com.br apurou que, o Deputado Federal Sr. Alan Rick Miranda, pediu a remoção de “postagens difamatórias e sem compromisso com a verdade, contra sua imagem parlamentar e sua imagem pessoal. Também deseja a reparação pelos danos morais que sofreu ao afirmar que o mesmo apoia “estupradores e torturadores” e que realiza atos ilegais“, afirma o Deputado.

A Juíza do caso, porém, negou os pedidos de exclusão da matéria publicada.

Afirmou o deputado que na data de 19 de outubro de 2017, foi veiculada a seguinte matéria no site Folha do Acre: “Alan Rick apoia indiretamente estupradores e torturadores ao gravar vídeo com Bolsonaro”, escrita pela jornalista Gina Menezes.

A matéria, em parte, se refere ao vídeo selfier gravado pelo Deputado Alan Rick ao lado de Jair Bolsonaro. Veja o vídeo:

Miranda alega que a publicação de Gina seria difamatória.

O deputado afirmou que houve “excesso de adjetivos para conduzir o pensamento do leitor e mesmo em se tratando de uma coluna opinativa, esta opinião não poderia retratar o Autor como alguém que faz apologia ao crime, o igualando a condição de criminoso Para além disso, a Ré diz que o Autor entregou o Acre ao Jair Bolsonaro, negando-o a Deus. Disse ainda que o Autor era uma espécie de “Estado Islâmico”. No meio evangélico, essas alegações tem o condão de danificar muito a imagem do Requerente, tanto parlamentar como pessoal, chegando inclusive a afetar sua imagem enquanto pastor e servo de Deus“.

Miranda sustentou que a afirmação da jornalista lhe ofende ao escrever que “Indiretamente, Alan Rick está apoiando comandantes estupradores, matadores de crianças e torturadores de toda ordem”. Leia a publicação de Gina, clicando aqui.

Miranda afirmou que “Esta alegação é completamente destoante do trabalho desenvolvido pelo Autor em sua atuação parlamentar, que tem trabalhado por uma maior repressão ao crime“.

Alan Rick, que também é jornalista profissional, afirmou que “na data de 25 de julho de 2018, tornou a mesma colunista [Gina Menezes] a espalhar mentiras sobre o Autor. Na ocasião a colunista divulgou que o Autor estaria realizando reuniões ilegais, que teria disfarçado ato político ilegal de ação parlamentar”, alega o Deputado.

Miranda contratou advogados e pediu na Justiça a condenação da comunicadora e do Jornal Folha do Acre ao pagamento de reparação pelo suposto dano que alega ter sofrido, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a título de indenização por danos morais, bem como a retirada das matérias da internet.

Ao apreciar a petição dos advogados de Miranda, no dia 03 de setembro de 2018, a Excelentíssima Senhora Juíza Magistrada Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil, titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, indeferiu (negou) o pedido de liminarsolicitado pelo Deputado, que pedia a exclusão das matérias publicadas (leia a decisão da Juíza aqui).

A Excelentíssima Senhora Juíza Magistrada Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil, negou o pedido de Miranda:

“(…) Assim, quanto à primeira publicação, neste juízo sumário de cognição, não vislumbro a probabilidade do direito, não enxergando, em relação ao autor, abuso ou excesso por parte dos réus.

Ademais, ainda em relação à primeira publicação, também não vislumbro urgência na prestação jurisdicional, já que a postagem foi veiculada em outubro de 2017, o que torna mais difícil o acesso dos leitores ao seu conteúdo.

Em relação à segunda publicação, esta mais recente, datada de julho de 2018, as conclusões são as mesmas, em razão da ausência de explicações do autor para a conduta que lhe foi imputada pelos réus. 

Infere-se, ainda em juízo sumário de cognição, que os réus afirmaram que o autor contrariou a legislação eleitoral, ao realizar um ato político, sob disfarce de atividade parlamentar, enfatizando que tal atividade foi “ilegal”. Além disso, enfatizaram que a conduta do réu foi eleitoreira, o que significa dizer que teve o único propósito de captar votos, sem qualquer comprometimento com o bem da comunidade ou com o interesse social.

Quanto ao primeiro ponto – ilegalidade do ato – faltou o autor esclarecer se participou ou não da agenda apontada pelos réus e, caso sim, se tratou-se de fato de uma atividade parlamentar. O autor alegou que sua imagem foi afrontada pela alegação da prática de ato ilegal, mas não negou a prática de tal conduta, não afirmou que a alegação dos réus era inverídica.

Quanto ao segundo ponto, pelo qual os réus colocaram o autor como alguém que age com propósito eleitoreiro, enxergo, mais uma vez sumariamente, o exercício do direito à crítica, sem excesso ou desvio, uma vez que é dado aos réus expressar a opinião de quais seriam os propósitos políticos do autor.
Portanto, em análise perfunctória, não estão presentes os requisitos legais necessários à concessão da medida de urgência postulada, razão pela qual a INDEFIRO“.

O parlamentar recorreu da sentença. 

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