Seis pessoas foram condenadas a penas que, somadas, ultrapassam os 110 anos pela morte do motorista de aplicativo Airton Fernandes Ferreira, em março deste ano. O grupo passou por júri popular nessa terça-feira (15) na cidade de Brasileia, no interior do Acre.
O crime ocorreu no dia 11 de março no km 10 da BR-317, na cidade de Brasileia. Em maio deste ano, um homem de 21 anos foi preso suspeito de participação no crime.
Na época, a delegada responsável pelas investigações, Carla Ívane informou que o motorista de aplicativo teria sido vítima de uma emboscada. Segundo ela, a vítima foi chamada para uma corrida, quando teve o caminho desviado e foi executada com, pelo menos, seis tiros.
Entre os réus estão Jaciane Nogueira, Aleinne Souza de Oliveira, Râmila Freitas de Oliveira e Jorge Klysmann de Lima Oliveira, todas condenadas a pena de 19 anos e seis meses. Além de Tiago Henrique Menezes Bezerra que recebeu uma pena de 28 anos e 7 meses e Ana Letícia Pereira da Silva, condenada a 5 anos e 6 meses.
O g1 não conseguiu contato com as defesas dos acusados. A decisão ainda cabe recurso, mas o juiz Clovis Lodi negou direito dos réus apelarem em liberdade. O magistrado determinou ainda que o grupo pague R$ 20 mil de indenização à família da vítima, que deixou dois filhos.
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Prisão de um dos suspeitos do crime em maio deste ano — Foto: Arquivo/Polícia Civil
Conforme a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), o grupo matou o motorista de aplicativo por acreditar que ele era integrante de uma facção rival e que estava envolvido na morte do irmão de uma das acusadas.
Para fugir do local, o grupo ainda usou o veículo da vítima, que, segundo a denúncia, foi abandonado na cidade boliviana de Cobija. Ainda de acordo com o MP-AC, dias depois, começou a circular nas redes sociais um vídeo em que duas denunciadas confessavam o crime, o que ajudou na identificação dos autores e conclusão das investigações.
Cinco dos acusados foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por integrarem organização criminosa. E Ana Letícia responde pelo crime de integrar organização criminosa.
com informações de G1Acre

