O Supremo Tribunal Federal do Brasil foi evacuado enquanto a polícia federal invade a área para investigar o ataque noturno.
A Polícia Federal do Brasil está investigando depois que duas explosões atingiram o coração da capital do país, Brasília, a poucos passos do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelo menos uma pessoa foi dada como morta. O próprio tribunal foi evacuado, pois nuvens de fumaça e fogo eram visíveis do ar.
“No final da sessão (da Suprema Corte) de quarta-feira, dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram removidos com segurança do prédio”, disse o tribunal em um comunicado. Comunicado de imprensa.
Em um separado declaraçãoa Polícia Federal indicou ter mobilizado um grupo de intervenção rápida e um esquadrão antibombas para a área, conhecida como Praça dos Três Poderes de Brasília.
Essas unidades, explicou, foram encarregadas de “realizar as ações iniciais de segurança e analisar o local”.
“Será aberto um inquérito policial para investigar o ataque”, acrescentou a Polícia Federal.
A Praça dos Três Poderes é a sede do governo federal do Brasil: contém o palácio presidencial, edifícios das Câmaras do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.
A área também tem sido alvo de violência política nos últimos anos. Em 8 de janeiro de 2023, por exemplo, milhares de manifestantes invadiram a Praça dos Três Poderes, saqueando os edifícios do governo e entrando em confronto com as autoridades.
O motim foi amplamente visto como um ataque à democracia, pois ocorreu poucos dias após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio Lula descreveu o incidente como um “golpe” e culpou o seu antecessor, o líder de extrema direita Jair Bolsonaro, por espalhar falsas alegações de interferência eleitoral antes da sua derrota.
Nenhum motivo foi divulgado ainda no incidente de quarta-feira.
Mas a mídia local informou que as explosões ocorreram perto do Supremo Tribunal e ao longo de uma rua perto de um edifício anexo, onde um carro estava estacionado. Algumas testemunhas disseram ter visto fumaça saindo do porta-malas do carro.
Após o incidente, o chefe do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, manteve uma ligação telefônica com o presidente Lula, o diretor-geral da Polícia Federal e líderes do governo do Distrito Federal, segundo comunicado do tribunal.
Outros funcionários do governo manifestaram a sua preocupação e alarme à imprensa.
“Lamento que alguém tenha morrido”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, à CNN Brasil. “Obviamente, expressamos todas as nossas emoções, a nossa solidariedade. Lamentamos, sem conhecer nenhuma das circunstâncias.”
