
Uma parte significativa do trabalho do Ministro dos Transportes consiste em dominar a comunicação de crises e a gestão de emergências, até mesmo de tragédias. E foi num contexto trágico que Philippe Tabarot, novo ministro responsável pelos transportes no governo de Bayrou, deu os seus delicados primeiros passos na quarta-feira, 25 de dezembro.
Este contexto é o suicídio – sem precedentes na memória da SNCF – de um condutor de TGV enquanto conduzia, poucas horas antes da véspera de Natal. Terça-feira, por volta das 20h, um experiente profissional da estação de Saint-Etienne se jogou da cabine do trem que dirigia na linha de alta velocidade Paris-Lyon, no município de Crisenoy (Seine-et-Marne), em circunstâncias e por motivos que ainda não foram especificados. Uma investigação judicial está em andamento.
No entanto, os primeiros comentários sobre o acontecimento do ex-senador (Les Républicains, LR) dos Alpes-Maritimes, nomeado ministro na segunda-feira, 23 de dezembro, chocaram grande parte da família ferroviária. O acidente “poderia ter sido mais sério” se o motorista “queria descarrilar seu trem”declarou Philippe Tabarot na quarta-feira no CNews. A ação deste driver seria “mais ligado a problemas pessoais e familiares muito importantes do que a problemas profissionais”acrescentou.
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