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CRIME

Acusado de matar artista chilena é condenado a mais de 23 anos por feminicídio no Acre

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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José Vagner Bezerra foi condenado por feminicídio e furto nesta quarta-feira (2). Karina Constanza foi morta com mais de 20 facadas em fevereiro deste ano, em Rio Branco.

Capa: Acusado de matar artista chilena no Acre é condenado — Foto: Arquivo.

A chilena Karina Constanza Bobadilha Chat, de 22 anos, foi morta com mais de 20 facadas em fevereiro deste ano — Foto: Reprodução

A chilena Karina Constanza Bobadilha Chat, de 22 anos, foi morta com mais de 20 facadas em fevereiro deste ano — Foto: Reprodução.

A Justiça do Acre condenou a 23 anos e 11 meses de prisão em regime fechado José Vagner Pedrosa Bezerra, de 46 anos, pelos crimes de feminicídio e furto. Ele é acusado de matar a artista chilena Karina Constanza Bobadilha Chat, de 22 anos, com mais de 20 facadas em fevereiro deste ano.

Bezerra confessou o crime e foi denunciado por feminicídio e furto e segue preso no Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco. Karina era artista de rua e foi encontrada ferida na Avenida Amadeo Barbosa, socorrida, mas morreu no pronto-socorro.

O acusado teve audiência de instrução realizada em junho, quando foi pronunciado a júri popular. Nesta quarta, Bezerra foi julgado no Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco.

Condenação

O júri condenou Bezerra pela morte da artista com três qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Os jurados também condenaram o acusado por ele ter furtados os objetos da vítima após o crime.

A advogada dativa do caso, Helane Christina, explicou que o acusado manifestou interesse em recorrer do resultado. “O juiz, provavelmente, vai encaminhar para a Defensoria Pública. Deve ser nomeado um [advogado] dativo, que não deve ser eu, mas a Defensoria para recorrer”, destacou.

Laudo descartou violência sexual

Como o suspeito afirmou que tentava um relacionamento com a vítima e, como ela se negou, acabou desferindo os golpes de faca. A polícia chegou a investigar se a chilena tinha sido vítima de violência sexual.

Ao G1, o delegado responsável pelo caso, Cristiano Bastos, informou, na época da morte, que o resultado do laudo descartou que Karina tenha sido vítima desse tipo de violência.

“Foi colhido material genético dela, foi feito o exame no Instituto Médico Legal de Rio Branco e está descartada essa hipótese”, afirmou Bastos.

‘Família impactada’

A tia de Karina, Kary Chatt, contou que a menina era malabarista e havia saído do Chile em abril do ano passado.

Revoltada, ela pede por justiça. “Minha Karinita foi assassinada por um animal maldito do Brasil. Exijo justiça. A família está muito mal, estamos impactados e tristes. Chega de abusos e assassinatos. Ela era alegre, bela, terna e solidária. Um amor. Não entendo”, lamenta.

No Facebook, a avó da chilena, Silvia Irturra, usou o perfil no Facebook para lamentar a morte da neta e fez um texto se despedindo.

“Em direção à luz, você está viajando para o paraíso, já não estás neste plano, estás no plano celestial. Pedimos a Deus que a encha de mais luz dando a felicidade celestial e a paz eterna hoje à nossa imensa dor. Abriremos as nossas mãos e os nossos corações e te deixaremos ir. Você merece viver longe da dor, viver sem mágoas nem lágrimas. Te deixamos ir, mas nunca te esqueceremos”, escreveu.

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