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clima, imigração, 6 de janeiro, o choque do segundo mandato confirmado por uma série de decretos presidenciais

Donald Trump assina suas primeiras ordens executivas na Capital One Arena, em Washington, em 20 de janeiro de 2025.

Donald Trump desce lentamente os degraus da Capital One Arena, passando pela multidão extasiada de seus apoiadores reunidos na arena esportiva. Ele é o 47º presidente dos Estados Unidos há algumas horas, segunda-feira, 20 de janeiro, e carrega uma pasta preta na mão. No palco foi montada uma mesa com o selo presidencial. Foi lá que assinou, sob aplausos, uma série de decretos presidenciais cujo conteúdo foi resumido de forma concisa por um assessor. A encenação é inédita, entre um espetáculo desportivo e político, a de um novo poder extraordinário. Mostrando à multidão as suas primeiras assinaturas, Donald Trump deixou o palco atirando canetas, como um campeão de ténis em campo a rebater as bolas da vitória em direcção às bancadas.

Onda de choque, saturação das antenas: este foi o primeiro dia do 47º presidente, após a cerimônia de posse. Durante semanas, os seus assessores prepararam a opinião pública para uma ruptura clara, com uma enxurrada de decretos presidenciais. Aconteceu. No palco, Donald Trump começou por revogar setenta e oito decretos do seu antecessor, Joe Biden, relativos à redução do preço de certas drogas, aos programas de combate à discriminação e às sanções contra certos colonos judeus violentos na Cisjordânia. Depois anunciou – tal como em 2017 – uma retirada do acordo climático de Paris, que não é vinculativo. Washington também está deixando a Organização Mundial da Saúde.

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