A Coreia do Norte ratificou um acordo histórico de defesa com a Rússia, selando a sua reaproximação no contexto da guerra liderada por Moscovo na Ucrânia, informou a agência oficial norte-coreana KCNA na terça-feira, 12 de novembro.
O acordo “foi ratificado em forma de decreto” assinado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, em 11 de novembro, especifica a KCNA, um dia após o anúncio em Moscou de que o presidente russo, Vladimir Putin, também assinou este tratado de defesa mútua.
Concluído durante uma rara visita de Vladimir Putin a Pyongyang em Junho, este tratado entre estes dois países, a ruína dos Estados Unidos, prevê, em particular, “ajuda militar imediata” recíproco em caso de ataque contra um dos dois países.
Segundo Kiev, cerca de 11 mil soldados norte-coreanos já estão destacados na Rússia e começaram a lutar contra os ucranianos em território russo, na região de Kursk, uma pequena parte da qual está ocupada pelas forças ucranianas na ofensiva desde agosto. O Kremlin até agora evitou questões sobre a presença de reforços norte-coreanos.
Coordenação de suas posições
O acordo formaliza meses de aprofundamento da cooperação em segurança entre os dois países, aliados comunistas durante a Guerra Fria.
A Rússia e a Coreia do Norte aproximaram-se significativamente desde que o ataque da Rússia à Ucrânia começou em 2022.
O acordo também compromete os dois países a cooperar internacionalmente para se opor às sanções ocidentais e coordenar as suas posições nas Nações Unidas.
A ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son-hui, visitou recentemente Moscou, onde disse que seu país “ficaria firme ao lado dos camaradas russos até o Dia da Vitória”. Ela descreveu a ofensiva contra a Ucrânia como “luta sagrada” e elogiou a sabedoria de Vladimir Putin.
O mundo com AFP
