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Costa Rica, terra de exílio da diáspora nicaraguense

Henry Briceño chega lentamente, mancando, a um parque da cidade de San José, na Costa Rica. Este jornalista e ativista pede desculpas por não poder receber convidados em sua casa. Aos 75 anos, ele é o último oponente político a ser expulso manu militari de seu país, a Nicarágua, com sua esposa e dois filhos, em 24 de novembro.

Por volta da meia-noite, a polícia os abandonou, a poucos quilômetros da fronteira com a Costa Rica e Henry ficou ferido ao cair. “Pensei que iam nos executar quando nos fizeram sair do carro, no meio do nada, mas acabaram nos tirando fotos e nos obrigando a seguir em direção à fronteira”diz ele, ainda em estado de choque e abalado por acessos de lágrimas.

Terça-feira, 24 de dezembro, um mês após sua deportação, Henry não tinha como dar um Natal aos filhos, embora tenha sobrevivido graças à solidariedade de seus compatriotas. Este ex-sandinista foi designado “traidor da pátria” pela ditadura de Daniel Ortega e da sua esposa, Rosario Murillo, vendo-se assim despojado de todos os seus bens, afastado do sistema de pensões e despojado da sua nacionalidade.

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