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Governador do Acre, Gladson Cameli, registra sua candidatura para tentar reeleição

O governador do Acre, Gladson Cameli, do Progressistas, é candidato à reeleição e registrou sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ele tem como vice a senadora Mailza Gomes, de 45 anos. Já ao senado, quem concorre ao cargo pelo partido é Ney Amorim.

Esse é o último passo para a oficialização de uma candidatura. Com a apresentação do registro, a Receita Federal poderá fornecer um número de CNPJ às chapas, que poderão enfim arrecadar recursos e pagar despesas necessárias à campanha eleitoral.

Nos próximos dias, o TSE deve publicar um edital para que interessados sugiram, em até cinco dias, a impugnação dos pedidos de registro. Qualquer candidato, partido político, federação, coligação ou o Ministério Público pode impugnar o pedido de registro de candidatura.

A Corte Eleitoral terá até o dia 12 de setembro para julgar definitivamente os pedidos de registro e eventuais recursos. O primeiro turno das eleições 2022 está marcado para o dia 2 de outubro. Os pedidos de registro de candidaturas devem ser transmitidos até as 8 (oito) horas do dia 15 de agosto de 2022.

Gladson Cameli

Gladson de Lima Cameli nasceu em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, tem 44 anos, e, além de político é engenheiro civil e empresário. Ele se mantém em cargos políticos há 15 anos, sendo o primeiro mandato iniciado em 2007 como deputado federal pelo estado acreano. Ele é sobrinho do ex-governador Orleir Cameli, que morreu em 2013.

Em 2011, ele foi eleito novamente deputado federal, onde seguiu por quatro anos e logo em seguida, em 2015, iniciou seu mandato de senador. Porém, deixou o cargo para concorrer às eleições em 2018, quando foi ele 223.993 votos (53,71% dos votos válidos), contra 141.071 (34,54%), de Marcus Alexandre, PT.

Plano de governo

O plano de governo de Cameli tem 66 páginas e nele, o gestor faz uma avaliação de seu primeiro mandato e discorre sobre 11 razões para votar nele. O plano de governo foi organizado em onze eixos estratégicos com a intenção de repactuar a relação entre o governo e a população do Acre e fala em dar continuidade ao projeto de transformação do Estado em uma potência economicamente competitiva.

A proposta visa a redução das desigualdades sociais, ampliação das oportunidades de emprego e renda, manutenção da gestão democrática, transparente e participativa, melhoria da qualidade dos serviços de saúde e educação, conclusão e expansão das obras de infraestrutura, reforço da sensação de segurança, fortalecimento da ciência e tecnologia e o respeito ao meio ambiente.

As diretrizes foram separadas em proporcionar uma educação inclusiva; garantir o acesso da população acreana aos serviços de saúde de qualidade; atuar junto com entes municipais, estatais e federais e a sociedade civil para colocar em exercício ações de enfrentamento ao crime e à violência; fortalecer as políticas públicas que visem a superação da desigualdade social e que reformule o modelo socioassistencial; valorizar o lazer, o esporte e a cultura como princípios para o desenvolvimento humano; construir uma política sólida de desenvolvimento econômico; incentivar e incrementar a inclusão sociodigital, planejar as obras de infraestrutura de forma racional, garantir a gestão de recursos naturais; manter uma gestão integrada e participativa; assegurar a correta aplicação dos recursos públicos.

Ney Amorim

Joziney Alves Amorim, mais conhecido como Ney Amorim, tem 45 anos e é do Podemos. O registro da candidatura dele ainda não consta no site da Justiça Eleitoral. Nasceu e passou toda sua juventude na região da Baixada de Rio Branco no Acre. Formado em administração de empresas, ele é casado e pai de três filhos. Aos 29 anos, Ney que na época era policial civil, candidatou-se a deputado estadual pelo Acre, recebeu 3808 votos, mas não foi eleito, porém, assumiu como suplente.

Já aos 34 anos, candidatou-se novamente a deputado estadual pelo Acre, e foi eleito com 5.570 votos. Em 2014 candidatou-se pela terceira vez a deputado estadual, e foi reeleito com 10.213 votos, a votação mais expressiva para deputado estadual no Acre.

Iniciou o terceiro mandato como presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), sendo o mais jovem a presidir a casa de leis.

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