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Hamas promete manter reféns até o fim da guerra em Gaza – DW – 18/10/2024

Yahya Sinwar tinha sido o líder da organização militante palestina Hamas no Faixa de Gaza desde 2017.

Considera-se que ele orquestrou os ataques terroristas de 7 de Outubro contra Israel, nos quais 1.200 israelitas foram mortos e outros 250 feitos reféns, provocando a retaliação israelita e o conflito em curso em toda a região.

Depois do líder político do Hamas Ismail Haniyeh foi morto na capital iraniana, Teerã, em agosto, Sinwar, considerado mais radical que Haniyeh, também assumiu esse papel – embora não fosse visto em público desde 7 de outubro.

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Sinwar nasceu em 1962 no campo de refugiados de Khan Younis, no sul de Gaza. Sua família veio da região ao redor da cidade costeira de Ashkelon, que agora faz parte do território israelense.

Quando o Hamas foi formado durante a primeira revolta palestiniana, a Intifada, no final da década de 1980, na luta contra a ocupação israelita, Sinwar contribuiu para a criação do braço militar do Hamas, as Brigadas Qassam.

Nos primeiros anos de existência do Hamas, ele foi responsável pela luta contra indivíduos dentro das próprias fileiras da organização, suspeitos de colaborar com Israel. Posteriormente, ele foi condenado a quatro penas de prisão perpétua por matar dois soldados israelenses e vários palestinos que ele suspeitava de colaboração.

Sinwar passou mais de 20 anos na prisão israelense, durante os quais teria aprendido hebraico. Ele foi libertado em 2011 pelo primeiro-ministro israelense Benjamim Netanyahu como parte de uma troca de prisioneiros.

Quando Sinwar foi nomeado chefe do Hamas em julho, Kobi Michael, do Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv, disse à DW que ele era popular entre muitos palestinos e visto como a “ponta de lança da resistência armada” contra Israel.

Sinwar era considerado um terrorista pelos EUA e pela União Europeia e era o homem mais procurado por Israel em Gaza, acrescentou.

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