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Israel – DW – 10/17/2024
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Yahya Sinwar, o líder do Hamasfoi morto durante uma operação militar israelense, confirmou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, na noite de quinta-feira.
“O assassino em massa Yahya Sinwar, responsável pelo massacre e atrocidades de 7 de outubro, foi eliminado hoje pelos soldados das FDI (Forças de Defesa de Israel)”, disse Katz em comunicado enviado à mídia.
Os militares israelenses também confirmaram a morte de Sinwar, dizendo em uma postagem nas redes sociais que ele havia sido “eliminado”.
O primeiro relatos da morte de Sinwar chegaram no início do diamas as autoridades israelenses demoraram várias horas para confirmar após realizarem testes de DNA.
Presidente israelense elogia soldados por eliminarem o ‘arqui-terrorista’ Sinwar
O presidente israelense, Isaac Herzog, elogiou os soldados e os serviços de segurança de seu país por “eliminarem o arqui-terrorista Yahya Sinwar”.
“Sinwar, o mentor do ataque mortal de 7 de Outubro, tem sido responsável durante anos por actos hediondos de terrorismo contra civis israelitas, cidadãos de outros países, e pelo assassinato de milhares de pessoas inocentes.”
“Agora, mais do que nunca, devemos agir de todas as maneiras possíveis para trazer de volta os 101 reféns que ainda estão detidos em condições horríveis pelos terroristas do Hamas em Gaza”, escreveu ele online.
Sinwar: o mentor do 7 de outubro
Sinwar foi o arquiteto por trás dos ataques terroristas de 7 de outubro do ano passado contra Israel, que deixaram cerca de 1.200 mortos e levaram centenas a serem feitos reféns. Esses ataques terroristas provocaram a actual guerra contra o Hamas em Gaza.
O homem de 61 anos tornou-se o líder político do Hamas em Gaza depois de agosto assassinato de seu antecessor Ismail Haniyeh na capital do Irão, Teerão. O Hamas, que governa o território palestiniano de Gaza, é considerado uma organização terrorista não só por Israel, mas também pelos EUA, Alemanha e vários outros países.
O líder do Hamas nasceu num campo de refugiados palestinos na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza. Ele se juntou ao Hamas em 1987, logo após sua fundação.
Quem é o líder do Hamas, Yahya Sinwar?
Sinwar passou décadas em prisões israelenses por matar dois soldados israelenses e vários palestinos suspeitos de colaboração.
Durante a prisão, ele leu jornais israelenses e teria se tornado fluente em hebraico. Os médicos israelenses também salvaram sua vida de um tumor cerebral cancerígeno e lhe forneceram tratamento odontológico.
O ‘Açougueiro de Khan Younis’
Sinwar foi libertado em 2011 como parte de uma troca de prisioneiros pelo soldado israelense capturado Gilad Shalit. Militantes palestinos sequestraram Shalit em 2006.
A crueldade e a tolerância zero de Sinwar para com os colaboradores palestinos com Israel levaram-no a ser chamado de “Açougueiro de Khan Younis”. Após os ataques terroristas de 7 de Outubro, houve relatos de que ele falou em hebraico com um grupo de reféns israelitas detidos pelo Hamas em Gaza.
rm, wd/ab (Reuters, AP)
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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