NOSSAS REDES

ACRE

PAI tenta reiniciar a batalha com uma nova oferta

PUBLICADO

em

Surpresa na venda do Doliprane. Enquanto prosseguem as negociações iniciadas entre a Sanofi e o fundo de investimento americano CD&R com vista à venda da Opella, subsidiária de medicamentos isentos de prescrição do grupo farmacêutico, o antigo pretendente tem sido derrotado na tarefa, PAI Partners, tenta voltar à corrida. Esta quinta-feira, 17 de outubro, o consórcio liderado pelo fundo de investimento francês apresentou uma nova oferta ao conselho de administração do laboratório francês, aumentando em 200 milhões de euros o valor proposto na tentativa anterior.

Com esta nova oferta, válida até domingo à noite, e que avaliaria a subsidiária do grupo farmacêutico em pouco menos de 16 mil milhões de euros, a PAI Partners espera reverter a situação a seu favor, numa altura em que a possível passagem da Doliprane sob o domínio americano bandeira provoca fortes reações entre políticos eleitos de todos os matizes.

O fundo de investimento francês foi excluído da corrida na semana passada, após uma guerra de ofertas com o seu rival. Sexta-feira, 11 de outubro, a Sanofi anunciou que optou por continuar as negociações exclusivas com a CD&R para lhe vender 50% do capital da sua divisão de saúde do consumidor, Opella, que abriga cerca de uma centena de marcas, incluindo a emblemática Doliprane. Para grande consternação do consórcio liderado pela PAI Partners, que foi apoiado pelo fundo soberano de Abu Dhabi ADIA, pelo fundo de pensões canadiano BCI e pelo fundo soberano de Singapura GIC.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Venda da Doliprane para fundo americano: governo quer garantias

“Compromissos sociais ambiciosos”

Decepcionado, PAI Partners tentou mais uma vez a sorte com uma oferta “melhorou” a nível financeiro, segundo fonte próxima do fundo, e “acompanhado por um certo número de compromissos sociais ambiciosos”. Entre elas estaria, entre outras, a garantia de manutenção do emprego a um nível constante nas duas unidades industriais francesas de Opella, em Compiègne (Oise) e em Lisieux (Calvados), acompanhada de uma promessa de investimento de 60 milhões de euros em cinco anos.

Ao repatriar a produção de determinados produtos, a PAI também acredita que pode garantir um crescimento de dois dígitos nos volumes nas fábricas francesas. O fundo também planeia reforçar as capacidades da unidade de Compiègne, uma das quatro unidades de investigação e desenvolvimento da Opella no mundo, para torná-la o principal centro de I&D do grupo. Com a chave, “um aumento de pessoal e recursos alocados”continua esta mesma fonte.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Paracetamol fabricado na França, uma questão de soberania

O fundo francês quer assim exibir em alto e bom som o seu tropismo tricolor para se destacar do seu concorrente estrangeiro, acreditando que tem uma oferta “melhor licitante”. Não sendo conhecidos os detalhes dos compromissos propostos pela CD&R, é contudo difícil prever a superioridade da oferta apresentada pelo fundo de investimento.

Você ainda tem 39,24% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.



Leia Mais: Le Monde

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Movimenta Ufac

PUBLICADO

em

Movimenta Ufac

Continue lendo

ACRE

Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS