Reuters
Um homem se matou com uma bomba em frente ao Supremo Tribunal do Brasil depois de tentar entrar no prédio na quarta-feira, disseram autoridades, despertando preocupações de segurança antes que o país receba líderes globais do Grupo das 20 principais economias.
As explosões ocorrem cinco dias antes do G20 chefes de estado se reúnem no Rio de Janeiro, seguido de visita de estado à capital Brasília do presidente chinês Xi Jinping.
A primeira das duas explosões ocorreu na noite de quarta-feira em um estacionamento próximo ao prédio do tribunal e uma segunda explosão ocorreu segundos depois em frente ao tribunal, onde o corpo do homem foi encontrado.
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, disse que informações preliminares sugerem que o homem se matou com explosivos após tentar entrar no Supremo Tribunal Federal. Ela disse que ele possuía um carro próximo, no qual outra explosão abriu o porta-malas.
Leão disse que esperava que fosse o crime de um “lobo solitário”, mas não tinha certeza.
“Estamos considerando como suicídio porque houve apenas uma vítima. Mas as investigações mostrarão se esse foi realmente o caso.”
A polícia disse que não fez uma identificação final do homem morto porque enfrentava o risco de explosivos adicionais no corpo.
As explosões ocorreram ao redor da Praça dos Três Poderes, uma praça icônica de Brasília que liga os principais edifícios dos três poderes do governo federal do Brasil.
Foi o cenário de tumultos em 8 de janeiro do ano passado quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro saquearam os prédios para protestar contra sua derrota eleitoral.
A polícia enviou um esquadrão antibombas com um robô eliminador de explosivos para a praça no coração da capital brasileira para investigar as explosões. Os juízes do Supremo Tribunal tinham acabado de encerrar uma sessão plenária quando as explosões aconteceram e foram rapidamente evacuados em segurança, afirmou o tribunal num comunicado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia deixado o palácio executivo na noite de quarta-feira, pouco antes das explosões.
