Dois homens buscaram atendimento médico em um hospital de Rio Branco com sintomas de varíola dos macacos, nome popular da doença Monkeypox. Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Regional de Saúde do Acre (Cievs), os pacientes viajaram recentemente para a Bolívia.
Os pacientes foram atendidos e seguiram para o isolamento domiciliar. Foi feita coleta do material genético dos pacientes para exames.
Com isso, o Acre tem 24 notificações, sendo:
- Casos confirmados – 1
- Descartados – 18
- Suspeitos – 4
No último dia 16, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou que tinha recebido mais uma notificação de caso suspeito de varíola dos macacos.
No dia 30 de agosto, as equipes de saúde do Acre foram avisadas de que um acreano havia buscado um hospital de Jardim, no Mato Grosso do Sul, com sintomas de Monkeypox. A saúde será avisada apenas dos resultados dos exames e testes feitos no paciente. Não foram divulgadas maiores informações sobre as condições do paciente e quando ele buscou atendimento médico.
O Acre tem apenas um caso confirmado da doença. A confirmação foi divulgada no dia 25 de julho. O paciente, de 27 anos, viajou para o exterior e em seu retorno apresentou febre, cansaço físico e pápulas espalhadas pelos braços e abdômen, sendo notificado no dia 11 do mesmo mês pela Unimed. Ele já recebeu alta médica.
No dia 25 de agosto, o Cievs divulgou que recebeu três resultados negativos de casos que estavam em investigação.
Sintomas e transmissão
Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.
Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.
As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.
O que é um diferencial indicativo: o desenvolvimento de lesões – lesões na cavidade oral e na pele. Elas começam a se manifestar primeiro na face e vão se disseminando pro tronco, tórax, palma da mão, sola dos pés”, completa Trindade, que é consultora do grupo criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para acompanhar os casos de varíola dos macacos.
