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Mais uma criança dá entrada em unidade de saúde de Rio Branco com sintomas de varíola dos macacos
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4 anos atrásem
Mais uma criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sobral, em Rio Branco, com sintomas de varíola dos macacos. A menina de 5 anos foi levada pela mãe com febre e feridas nos membros inferiores no corpo.
Foi feita a coleta do material para análise e o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Regional de Saúde do Acre (Cievs) e de Rio Branco acompanham o caso.
A mãe da menina falou que ela não viajou e nem teve contato com pessoas que viajaram recentemente.
O Acre já notificou 17 casos suspeitos de varíola dos macacos. Destes, um foi confirmado, seis descartados, dez estão em investigação – sendo que um desses é de um morador do Mato Grosso. Dos casos suspeitos, cinco são em crianças.
Treinamento
Com diversos casos suspeitos em crianças a Rede de Urgência e Emergência (RUE) da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) fez um treinamento em profissionais do Hospital da Criança e da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco.
A capacitação ocorreu no auditório do Instituto de Traumatologia e Ortopedia no Acre (Into) com a infectologista Cirley Lobato, na última quinta (18). A profissional destacou que o foco do treinamento é como atender e oferecer a melhor assistência às crianças e grávidas com sintomas da doença.
“É uma troca de informações sobre o manejo dos pacientes diagnosticados com Monkeypox e que necessitaram ser internados. Como é que vamos conduzir esses pacientes, crianças e grávidas? Não existe um tratamento específico para Monkeypox, é mais assintomático e cuidado para o paciente não desidratar, não desnutrir, não tenha uma infecção secundária e venha complicar o quadro dele”, explicou Cirley.
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Treinamento ocorreu nesta quinta-feira (18) no Into-AC com profissionais que atendem crianças e grávidas — Foto: Arquivo/Secom
A infectologista alertou também sobre os cuidados que os profissionais precisam ter na hora de atender esses pacientes.
“Ter todos os cuidados de uso de EPI [Equipamento de Proteção Individual], ou seja, ainda usar máscara, usar luvas, quando for manusear o paciente precisa estar de capote, tem que está todo protegido porque a transmissão se dá por meio do contato com as feridas, lesões e objetos que os pacientes utilizam, como roupa de cama”, complementou.
O Acre tem apenas um caso confirmado da doença. A confirmação foi divulgada no dia 25 de julho. O paciente, de 27 anos, viajou para o exterior, e em seu retorno apresentou febre, cansaço físico e pápulas espalhadas pelos braços e abdômen, sendo notificado no di 11 do mesmo mês pela Unimed. Ele já recebeu alta médica.
Casos suspeitos em crianças
No dia 29 de julho, uma família venezuelana procurou a UPA da Sobral, em Rio Branco, com suspeita de varíola dos macacos. O pai, de 21 anos, a mãe, de 27, chegaram na unidade de saúde com o filho de 3 anos relatando que estavam com sintomas característicos da doença. Os exames feitos na família deram negativo para a doença.
Já no dia 4 de agosto, uma criança de 6 anos deu entrada na UPA da Sobral apresentando erupções cutâneas na planta do pé esquerdo e lesão vesicular dolorosa. A família relatou ter tido contato com um amigo que retornou de São Paulo em evento religioso no município de Rio Branco e ficou em isolamento domiciliar.
No dia 15 deste mês, outra criança de 6 anos deu entrada na UPA da Sobral com sintomas da doença. O menino mora em Rio Branco e viajou para a fronteira com a família há 18 dias.
A mãe falou que viajou para Brasileia, interior do Acre, e também para Cobija, na Bolívia, e que outras duas pessoas que estiveram na viagem também apresentam sintomas. As equipes de saúde orientaram que essas pessoas busquem atendimento médico.
Na última quarta-feira (17), a Saúde Estadual divulgou que um menino de 4 anos, de Xapuri, interior do Acre, foi levado ao médico com sintomas da doença. A família relatou que o menino teve contato recentemente com parentes recém-chegados da Argentina.
Sintomas e transmissão
Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.
Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.
As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.
O que é um diferencial indicativo: o desenvolvimento de lesões – lesões na cavidade oral e na pele. Elas começam a se manifestar primeiro na face e vão se disseminando pro tronco, tórax, palma da mão, sola dos pés”, completa Trindade, que é consultora do grupo criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para acompanhar os casos de varíola dos macacos
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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