
Nascido em 27 de outubro de 1934 em São Francisco (Califórnia), o contrabaixista Barre Phillips faleceu em 28 de dezembro de 2024, em Las Cruces (Novo México) com sua família. Ele tinha 90 anos. Emigrando para a Europa em 1967, instalado na antiga abadia de Pierrevert (Alpes-de-Haute-Provence) em França, tem, com total independência, marcado gerações de músicos e vocalistas através da sua atitude, do seu gesto e do seu pensamento. Filósofo do som, dedos de veludo em uma luva de veludo, Barre Phillips partiu com seu segredo. Um segredo que, no entanto, partilhou com determinação com várias gerações de músicos, cantores e dançarinos.
Estudando no departamento de línguas românicas da Universidade de Berkeley, abandonou a filologia pela música e pelo som amplo, profundo, telúrico e também redondo do contrabaixo. Em família, na casa dos Phillips, nas tardes de domingo, tocamos música country e Dixieland – o pai no banjo; mãe ao piano; Peter, o irmão, no violão… Mas os Phillips também estão muito atentos ao repertório clássico e a essa “terceira corrente” defendida por o compositor Gunther Schuller (1925-2015): a aliança impossível entre o jazz e a música artística. Barre Phillips sonha estudar com o contrabaixista Frederick Zimmermann (1906-1967), renomado professor e membro da Filarmônica de Nova York.
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