Presented by Helen Pidd with Raphael Rashid and Haeryun Kang; produced by Alex Atack, Ruth Abrahams and Rudi Zygadlo; executive producer Sami Kent
Dezembro foi um mês como nenhum outro para Coréia do Sul.
Como o jornalista e cineasta Haeryun Kang explica, ela estava de pijama e pronta para ir para a cama na noite de 3 de dezembro quando – aparentemente do nada – o presidente do país, Yoon Suk Yeolfoi à TV nacional declarar a lei marcial. Era necessário, argumentou o presidente, salvar o país dos simpatizantes norte-coreanos e dos comunistas que se infiltraram na oposição.
Foi, o jornalista Rafael Rashid argumenta, uma tática vinda diretamente do passado da Coreia do Sul – atribuir a culpa de qualquer dissidência a um inimigo interno imaginário. Desta vez, porém, falhou quase assim que começou. Políticos indignados da oposição e do próprio partido de Yoon chegaram à assembleia nacional em poucas horas para reverter a declaração.
A turbulência continuou, com o impeachment não só de Yoon, mas também do seu sucessor imediato, seguido por um devastador acidente de avião no aeroporto de Muan, em 29 de Dezembro – o pior de sempre em solo sul-coreano – no qual 179 pessoas morreram.
Como Helen Pidd ouve, com Yoon escondido em sua residência tentando evitar a prisão e o país ainda sofrendo com os mortos do desastre de Muan, muitos sul-coreanos estão lutando para imaginar o que poderia acontecer a seguir.
