
São 13 horas de terça-feira, 7 de janeiro, na cabine do Boeing 787 que traz Marine Le Pen de volta de sua viagem a Mayotte. O voo da Air Austral faz escala em Nairóbi, no Quênia, para reabastecimento e troca de tripulação, e a MP (National Rally, RN) de Pas-de-Calais relaxa diante de um filme ao lado de Louis Aliot, seu ex-companheiro e vice-presidente da o partido de extrema direita.
Ao mesmo tempo, em Paris, o cunhado e conselheiro de Marine Le Pen, Philippe Olivier, enviou esta breve declaração à Agence France-Presse (AFP): “Jean-Marie Le Pen, cercado por sua família, foi chamado de volta a Deus nesta terça-feira às 12h.”
Na parte de trás do avião, alguns jornalistas que acompanharam a viagem ao Oceano Índico do presidente do grupo RN na Assembleia Nacional ligaram os seus telefones. O alerta AFP é exibido. O secretário de imprensa do partido entra na classe executiva do avião, e informa Marine Le Pen sobre a morte de seu pai aos 96 anos. Algumas lágrimas escorrem. A três vezes candidata presidencial isola-se para tentar contactar os seus entes queridos, debatendo-se com uma rede telefónica incerta. Antes de partir no ar, rumo a Paris, onde os meios de comunicação são solicitados por sua equipe a não enviar câmeras quando o voo chegar. Na França, o desaparecimento do líder histórico da extrema direita impacta a comemoração dos ataques de Charlie Hebdo.
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