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Sobrinha de Marine Le Pen cria partido próprio: o que isso significa para a extrema direita francesa | As notícias da extrema direita
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A sobrinha do líder francês da extrema-direita Marina Le Pen fundou o seu próprio partido político com o objectivo de se tornar uma nova força no crescente bloco de direita do país.
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro na segunda-feira, Marion Marechal, 34, anunciou o lançamento do Identite-Libertes (Identity-Freedoms) – ou IDL – do qual é presidente.
“Decidi lançar um movimento político para contribuir para a vitória do campo nacional”, disse ela ao jornal francês, referindo-se à aliança de partidos de direita que esteve perto de obter a maioria nas recentes eleições francesas, depois de vindo primeiro entre as três principais alianças políticas no primeiro turno de votação em 30 de junho.
Os blocos central e de esquerda uniram forças e retiraram selectivamente candidatos em diversas áreas para garantir que a direita não conseguisse obter a maioria na segunda volta, resultando numa Assembleia Nacional paralisada, com cada aliança política a obter cerca de um terço dos votos.
O Rally Nacional, o partido de extrema direita originalmente chamado de Frente Nacional e fundado pelo avô de Marechal, Jean-Marie Le Pen, obteve ele próprio mais de 31% dos votos nas eleições para a Assembleia Nacional no final de junho, tornando-se o maior partido da França em votação. compartilhar.
Embora ideologicamente separado do Rally Nacional, Marechal disse que o IDL funcionará como um aliado e apoiará a candidatura presidencial de Le Pen nas eleições de 2027.
“Meu objetivo é trabalhar em uma coalizão ao lado de Marine Le Pen, Jordan Bardella e Eric Ciotti”, disse Marechal. Bardella é o atual presidente do Rally Nacional (Le Pen foi presidente de 2011 a 2021), enquanto Ciotti é o líder do partido Republicano de direita da França.
Quem é Marion Marechal?
Marion Jeanne Caroline Marechal é neta de Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional – agora rebatizada de Rally Nacional – e também pai de Marine Le Pen. Marechal casou-se com o político italiano Vincenzo Sofo em 2021 e o casal tem uma filha, Clotilde. Marechal também tem uma filha mais velha do primeiro casamento com o empresário francês Matthieu Decosse, que terminou em 2016.
Marechal foi inicialmente membro do partido Reunião Nacional. Ela se tornou o membro mais jovem da Assembleia Nacional na história da França quando foi eleita membro do Rally Nacional em 2012, aos 22 anos.
Em 2017, no entanto, ela não buscou a reeleição e também renunciou ao cargo de vereadora regional, antes de retornar à política em 2022 para se juntar às fileiras do partido de extrema direita de Eric Zemmour, o Reconquete.
Numa pausa da família, em 2018 Marechal anunciou que estava a mudar o seu nome de Marion Marechal-Le Pen, abandonando o apelido do seu avô Jean-Marie, conhecido pelas suas opiniões inflamadas sobre a imigração e o Holocausto. Ela agora usa apenas o sobrenome de seu pai adotivo, Samuel, que também participou do Rally Nacional desde a juventude. Casou-se com a mãe de Marechal, Yann Le Pen – irmã de Marine.
No Eleições legislativas de junho de 2024Marechal encabeçou a lista do Reconquete ao Parlamento Europeu. Zemmour deu-lhe a tarefa de negociar com o Rally Nacional para formar uma lista única de candidatos às eleições, mas ela acusou-o de colocar demasiadas pré-condições em qualquer aliança potencial e de a dificultar.
Marechal foi eleito para o Parlamento Europeu em 9 de junho de 2024 e juntou-se ao grupo Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), um grupo político de centro-direita dentro do parlamento. Dias depois, Zemmour acusou Marechal de “traição” e a expulsou do partido no dia 12 de junho. Marechal disse que serviria como independente.

O que seu novo partido representa?
O nome do partido – Identité-Libertés (Identidade-Liberdades) – resume os seus dois principais “pilares” políticos. Por um lado, o partido afirma que pretende defender a identidade francesa da imigração e do que chama de “islamização”, bem como promover a herança cristã da França. Por outro lado, procura proteger a liberdade de expressão e a livre iniciativa.
Marechal disse que o IDL romperia com o “socialismo mental” que impulsiona as políticas fiscais em França.
Seria também “anti-woke”, o termo “woke” que vem do vernáculo afro-americano para descrever alguém que está consciente das desigualdades sociais, como a injustiça racial, o sexismo e a negação dos direitos LGBTQ.
Marechal disse ao Le Figaro que o seu partido trabalhará para fortalecer o bloco de direita, inspirando-se noutras histórias de sucesso europeias, nomeadamente na Itália, onde a primeira-ministra Giorgia Meloni chegou ao poder como a primeira mulher primeira-ministra de Itália como chefe de uma coligação de três direitistas. festas de ala em 2022.
Marechal disse que sua separação de Zemmour ocorreu quando ele fez do Rally Nacional de Le Pen e do partido Republicano de Ciotti seus principais adversários, enquanto ela queria estabelecer uma aliança que fortaleceria o bloco de direita para enfrentar a esquerda.
“Para permanecer coerente, não pude seguir a decisão (dele)”, disse ela.
Apesar do seu apoio proclamado à tia, os dois herdeiros da dinastia Le Pen, de extrema-direita francesa, há muito que se envolvem numa rivalidade, especialmente desde que Marine Le Pen expulsou o seu pai do partido em 2015, depois de ele ter repetido a sua posição de que o Holocausto foi “um detalhe da história”. Marechal classificou a expulsão como uma “traição cruel”.
As duas mulheres também discordaram sobre a formação de uma aliança mais forte entre os partidos centristas e a direita/extrema-direita, algo que Marechal é a favor, mas Le Pen rejeitou.
O IDL representa uma ameaça ao Rally Nacional?
O novo partido foi formado numa altura em que Le Pen e outros responsáveis do partido ir a julgamento por alegadamente desviar fundos da União Europeia. Se forem considerados culpados, Le Pen e os seus co-réus poderão pegar até 10 anos de prisão e multas de até 1 milhão de euros (1,1 milhão de dólares) cada.
No mês passado, ao chegar ao tribunal criminal de Paris, Le Pen disse aos jornalistas que estava confiante de que seria provado que não tinha ocorrido nenhum delito.
Os observadores não acreditam que o IDL represente uma grande ameaça ao Rally Nacional.
Postando no X, alguns apoiadores de Zemmour previram que o partido de Marechal se tornará um “satélite” do Rally Nacional. Outros alertaram para o risco de fragmentação extrema no campo da direita, que temem poder enfraquecer o seu bloco se continuarem incapazes de se unir.
Daniel Stockemer, professor do departamento de estudos políticos da Universidade de Ottawa, disse à Al Jazeera que não acredita que o IDL tenha sucesso como formação política.
“Esta tentativa de Marion Marechal é mais um sinal de desespero”, disse Stockemer, cuja investigação se centra nos partidos radicais de direita na Europa. “Fundar um partido sozinha era a única opção para ela permanecer ativa politicamente.”
Até agora, o Rally Nacional “resistiu a todas as tentativas de comprometer a sua hegemonia na extrema direita”, acrescentou Stockemer, acrescentando que espera que continue a fazer o mesmo agora.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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