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STF reforça autodefesa em reação a críticas a ministros – 12/10/2024 – Poder

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José Marques

Sob o comando do ministro Luís Roberto Barroso, que assumiu a presidência há um ano, e com Gilmar Mendes como decano (integrante mais antigo), o STF (Supremo Tribunal Federal) reforçou a postura de defesa da corte em polêmicas que envolvem ministros e seus auxiliares.

O tribunal se uniu nos últimos anos para se defender dos ataques feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por seus aliados. Tanto no período em que ele estava no governo quanto logo após a posse de Lula (PT) em 2023, quando a sede da corte foi destruída em 8 de janeiro.

Mas o tribunal passou a reagir não só contra ataques infundados e a tentativas de desobediência de ordens, marcas desse período mais crítico, mas também a publicações jornalísticas que questionaram atitudes ou comportamentos dos ministros, ou a ameaças do Congresso de promover reformas no tribunal.

Em uma série de ocasiões, o presidente, o decano e outros integrantes da corte se manifestaram por meio de discursos no plenário, entrevistas ou desagravos públicos.

É uma tradição que o membro mais antigo do tribunal faça, em conjunto com o presidente, esse tipo de manifestação em nome dos pares.

Apesar de ter um histórico de enaltecimento da imprensa e de liberdades individuais, Barroso demonstrou em algumas situações incômodo com conteúdos e questionamentos negativos a respeito de condutas dos ministros. Em outras, minimizou episódios que causaram crise à imagem do tribunal.

No primeiro semestre desse ano, o Supremo foi questionado pela participação de ministros em eventos fechados bancados por empresas com ações na corte, pela falta de transparências em agendas, pelas despesas do tribunal e também sobre o rito dos inquéritos tocados pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em junho, no programa Roda Viva (TV Cultura), Barroso foi questionado sobre esses temas e sobre a ida do ministro Dias Toffoli à final da Champions League com o empresário Alberto Leite. A agenda não foi divulgada, mas teve a segurança bancada pelo Supremo.

Em resposta, ele disse que via “uma certa implicância” sobre o assunto. “Foi um evento privado, ele foi assistir a um jogo de futebol. Ele escolheu para a vida privada dele assistir a um jogo de futebol. É preciso saber se ele atendeu a algum interesse desse empresário, eu acho que evidentemente não”, afirmou.

Poucas semanas depois, ao fazer um balanço dos trabalhos do primeiro semestre, o presidente do STF fez um parêntese para afirmar que o tribunal é rigoroso com gastos de passagens aéreas, em resposta a publicações que tratavam do tema.

Ao menos em duas ocasiões, Barroso e Gilmar também saíram em defesa do ministro Alexandre de Moraes, em desagravos conjuntos. Outros ministros também fizeram o mesmo.

Uma delas foi após os ataques do empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), a determinações de Moraes que envolvem a plataforma.

A segunda foi um dia depois de a Folha revelar que Moraes usou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de maneira informal para investigar bolsonaristas no Supremo.

Barroso chamou o episódio de “tempestade fictícia”, disse que não houve irregularidade na condução dos processos do ministro e afirmou que “o papel da imprensa é divulgar mesmo a notícia que parece interessante ao público”.

Mas acrescentou: “As narrativas equivocadas e as narrativas inverazes, essas nós precisamos enfrentar”.

Na ocasião, Gilmar disse “a censura que tem sido dirigida ao ministro Alexandre, na sua grande maioria, parte de setores que buscam enfraquecer a atuação do Judiciário e, em última análise, fragilizar o próprio Estado democrático de Direito”.

Barroso voltou a defender o ministro em entrevista posterior à Folha. Disse que não viu irregularidades em sua conduta, e Gilmar fez o mesmo ao ser entrevistado pelo Canal Livre, da Band.

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, e o ministro Flávio Dino, também saíram a público para defender Moraes.

Em pronunciamento, ela disse que Moraes havia cumprido “enorme papel” quando era presidente do TSE, e Dino pediu aplausos ao colega em evento.

O entorno de Barroso tem lembrado que o papel do presidente é o de preservar o equilíbrio e a união institucional da corte, além de proteger a integridade dos seus membros.

Barroso tomou posse na presidência do Supremo em 28 de setembro do ano passado, sucedendo a ministra Rosa Weber, que se aposentou logo após passar a chefia ao colega. Seu mandato vai até o segundo semestre do ano que vem.

À época, o STF já estava em conflito com o Congresso, acirrado sobretudo por questões que deputados e senadores entendiam como invasão de competências dos parlamentares —como o julgamento do marco temporal e o voto de Rosa, logo antes de se aposentar, sobre descriminalização do aborto.

Em entrevista durante a crise, Gilmar disse ser “estranho que se decida começar a reforma constitucional pelo tribunal”. Ainda falou que parlamentares que criticavam a corte “foram quase que compassivos com as investidas [eleitoreiras] do Bolsonaro em respeito à aprovação de todas as medidas –a PEC Kamikaze, redução do preço de combustíveis, e nós na defensiva o tempo todo”.

Já Barroso questionou a possibilidade de aprovação de uma emenda à Constituição que permita ao Legislativo a derrubada de decisões da corte.

Na semana passada, com o avanço na Câmara de propostas que limitam poderes de ministros do Supremo, Barroso teve que fazer um novo apelo durante a sessão do plenário.

Em manifestação, disse que “não se mexe em instituições que estão funcionando e cumprindo bem a sua missão por injunções dos interesses políticos circunstanciais e dos ciclos eleitorais”.

Como nas outras ocasiões, Gilmar Mendes respondeu. Agradeceu pelo discurso de Barroso, disse que, “se a política voltou a respirar ares de normalidade, isto também se deve à atuação firme do STF”.



Leia Mais: Folha

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Ufac entrega equipamentos para fortalecer laboratórios de pesquisa — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou da solenidade de entrega de equipamentos para laboratórios de pesquisa da Ufac. A cerimônia, realizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, ocorreu nessa quarta-feira, 10, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede. Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC), no valor de R$ 1,9 milhão.

Guida destacou a importância do apoio parlamentar para a ampliação da estrutura de pesquisa da universidade e que os equipamentos entregues devem retornar à sociedade por meio da produção científica desenvolvida na Ufac. “São vocês que vão trabalhar com esse material, são vocês que vão dar o retorno agora para a sociedade”, disse a reitora aos pesquisadores presentes.

Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho, a aquisição integra uma ação estratégica da universidade. “Nossas pesquisas, com certeza, serão mais qualificadas a partir da utilização desses equipamentos”, afirmou. Ela também ressaltou o trabalho realizado pelas equipes envolvidas no processo de aquisição e destacou que centros e programas de pós-graduação foram convidados a apresentar suas demandas.

Socorro Neri reafirmou seu compromisso com a Ufac e disse que a destinação de recursos para a universidade deve considerar ações relevantes do ponto de vista acadêmico e social. “Tudo o que eu puder fazer pela nossa instituição, para melhorar a educação pública do Acre, é pouco diante de tudo o que me foi dado.” 

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Além disso, a deputada informou que projetos de pesquisa, extensão e ações acadêmicas podem ser apresentados para análise de viabilidade de apoio por meio de emendas. Para ela, os recursos públicos devem ser aplicados em iniciativas que tenham impacto para a formação, para a ciência e para a sociedade.

Também participaram da solenidade a vice-reitora eleita para o quadriênio 2026-2030, Almecina Balbino; o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Ferreira; além de pesquisadores, servidores e representantes da comunidade acadêmica.



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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.

O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.

Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”

Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.

A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”

O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 

(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

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Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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