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Scholz da Alemanha expressa pesar pelo comunicado final – DW – 19/11/2024

Chanceler alemão Olaf Scholz na terça-feira criticou o comunicado final entregue no Grupo dos 20 países industrializados, ou G20cúpula no Rio de Janeiro, Brasil.

“É muito pouco quando o G20 não consegue encontrar palavras para deixar claro que a Rússia é responsável (pela guerra na Ucrânia). Não é o que eu gostaria”, disse ele.

Apontando para o aniversário sombrio que o dia trouxe, Scholz criticou o colega líder do G20, o presidente russo Vladímir Putin“1.000 dias em que as pessoas tiveram que sofrer por sua megalomania cega, por seu esquema de ampliar seu território simplesmente por meio da violência”.

Scholz mantém decisão de reter mísseis Taurus

Ainda assim, Scholz defendeu a sua própria decisão anterior de suspender a entrega de mísseis de longa distância a Kyivdizendo que foi a escolha certa.

Scholz destacou que a Alemanha é e continuará a ser o maior apoiante individual da Ucrânia na Europa. Ao mesmo tempo, ressaltou o que disse ser a importância de “agir com prudência”.

Scholz disse que se opunha ao lançamento antecipado de mísseis de longo alcance e que estava certo em fazê-lo, pois isso teria forçado as tropas alemãs a se envolverem na seleção de alvos nas profundezas da Rússia, dizendo: “Não acho que seria certo” participar do conflito assim.

G20 no Médio Oriente

Embora tenha apreciado os apelos do G20 para um cessar-fogo em GazaScholz disse que “lamentava” que o comunicado não abordasse o direito de Israel de se defender diante de ameaças de Hamaso Hezbollah e o Irão à medida que o conflito no Médio Oriente continua a alastrar. Ele também estava descontente com o fato de o jornal não conseguiu atribuir a culpa pela propagação do conflito sobre o grupo militante islâmico Hamas.

“Lamento muito que não tenha havido consenso. Teria sido bom para a situação se tivéssemos dito: tudo começou com um ataque terrorista horrível e brutal contra Israel.”

Os EUA, a UE, o Japão e várias outras nações nomearam o Hamas como uma organização terrorista.

Em última análise, disse Scholz, “está a tornar-se claro o quanto as tensões geopolíticas também estão a ter impacto no G20… Os ventos que sopram nas relações internacionais estão a ficar mais duros”.

Mudanças climáticas, energia e a ONU

A declaração dos líderes incluiu vários aspectos baseados nas prioridades da presidência brasileira do grupo, como o combate à fome e às mudanças climáticas, bem como a reforma da governança global.

Reafirmou o Acordo de Paris para limitar o aquecimento global a 1,5 C e apelou a um substancial “aumento do financiamento climático de milhares de milhões para biliões de todas as fontes” para apoiar a transição para a energia verde.

O presidente dos EUA, Joe Biden, aproveitou o último dia de negociações para anunciar centenas de milhões de dólares em novas ações climáticas e
promessas de desenvolvimento.

O G20 também declarou a intenção de tornar o Conselho de Segurança da ONU mais representativo.

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js/rt (AFP, Reuters, AP)



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