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Zelenskyy pede aos aliados que mantenham a ajuda enquanto Scholz promete pacote de armas | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
O presidente ucraniano está em viagem pela Europa enquanto reúne apoio para o seu “plano de vitória” para acabar com a guerra da Rússia.
O presidente Volodymyr Zelenskyy diz que é importante que a ajuda dos aliados à Ucrânia não diminua no próximo ano, uma vez que recebeu uma promessa de um novo pacote de armas do chanceler alemão Olaf Scholz num Turnê europeia pretendia ganhar apoio para seu “plano de vitória” destinado a acabar com a guerra com a Rússia.
Na sexta-feira, Zelenskyy agradeceu à Alemanha pelo seu apoio contínuo nos últimos dois anos durante a guerra da Ucrânia com a Rússia, mas disse: “É muito importante para nós que esta assistência não diminua no próximo ano”.
O líder ucraniano disse que apresentaria a Scholz o seu plano para vencer a guerra com a Rússia e disse esperar que o conflito termine “o mais tardar no próximo ano, 2025”.
“A Ucrânia, mais do que qualquer outra pessoa no mundo, deseja um fim justo e rápido para esta guerra”, disse Zelenskyy.
“A guerra está destruindo o nosso país, tirando a vida do nosso povo”, acrescentou.
Zelenskyy rejeitou repetidamente qualquer plano de paz que envolva a cedência de terras da Ucrânia à Rússia, argumentando que as tropas russas devem retirar-se de todas as terras ucranianas como base para a paz.
Juntamente com Zelenskyy, Scholz anunciou um pacote de ajuda militar de 1,4 mil milhões de euros (1,53 mil milhões de dólares) para a Ucrânia até ao final do ano.
A ajuda será fornecida conjuntamente com países parceiros, incluindo Bélgica, Dinamarca e Noruega, e deverá incluir defesas aéreas, tanques, drones de combate e artilharia.
“É uma mensagem clara para (o presidente russo Vladimir) Putin – ganhar tempo não vai funcionar. Não vamos desistir do nosso apoio à Ucrânia”, disse Scholz.
O líder alemão acrescentou que ele e Zelenskyy concordaram numa conferência de paz que incluiria a Rússia e disse que a paz “só pode ser alcançada com base no direito internacional”.
“Não aceitaremos uma paz ditada pela Rússia”, disse Scholz.
A Alemanha tem sido o maior apoiante da ajuda militar da Ucrânia, depois dos Estados Unidos.
Mas com as eleições presidenciais dos EUA no próximo mês e a possibilidade de vitória do antigo Presidente Donald Trump, que já lançou dúvidas sobre a continuação do apoio a Kiev, a viagem de Zelenskyy a Berlim ocorreu num momento crítico.
‘Paz justa e estável’
Na sexta-feira, Zelenskyy encontrou-se com o Papa Francisco no Vaticano para conversações sobre a questão “incrivelmente dolorosa” dos ucranianos capturados e deportados para a Rússia.
O Vaticano disse que Zelenskyy discutiu a guerra, “a situação humanitária na Ucrânia” e formas de alcançar uma “paz justa e estável”.
Francisco apelou repetidamente ao fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Contudo, Francisco provocou indignação em Março, quando apelou aos ucranianos para “erguerem a bandeira branca e negociarem” para acabar com a guerra.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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