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Serviço de segurança da Rússia diz que americano preso vazou segredos de biotecnologia | Notícias da prisão

Eugene Spector, cidadão norte-americano nascido na Rússia, foi condenado a 15 anos numa colónia penal russa de segurança máxima.

O serviço de segurança FSB da Rússia disse que um cidadão norte-americano condenado a 15 anos de prisão esta semana foi considerado culpado de vazar segredos de biotecnologia para os Estados Unidos.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, o FSB acusou Eugene Spector, que nasceu na Rússia e depois se mudou para os EUA, de agir em nome do Pentágono.

“O americano, agindo no interesse do Pentágono e de uma organização comercial a ele afiliada, coletou e transferiu para um estrangeiro diversas informações sobre temas biotecnológicos e biomédicos, inclusive aqueles que constituem segredos de Estado, para a posterior criação pelos EUA de um sistema de triagem genética de alta velocidade da população russa”, afirmou o FSB.

Os detalhes do caso de espionagem contra Spector – que já cumpria pena de três anos e meio na Rússia por suborno – eram escassos.

Agências de notícias estatais russas informaram na terça-feira que Spector foi condenado a 13 anos de prisão por espionagem.

Isto foi adicionado à sentença de suborno existente e convertido numa nova pena de prisão de 15 anos numa colónia penal de segurança máxima.

O FSB, que normalmente informa se um réu confessou, não informou como Spector alegou no processo a portas fechadas.

O Departamento de Estado dos EUA disse esta semana que estava ciente dos relatos da condenação de um cidadão norte-americano na Rússia e estava monitorando a situação.

A prisão de cidadãos norte-americanos na Rússia tem sido um importante ponto de discórdia entre Washington e Moscovo, uma vez que as relações entre os dois países azedaram devido à invasão russa da Ucrânia.

Em Agosto, mais de duas dezenas de pessoas foram libertadas numa acordo de troca de prisioneiros que envolveu cidadãos de vários países.

Repórter do Wall Street Journal Evan Gershkovich e o ex-fuzileiro naval dos EUA Paul Whelan – dois cidadãos americanos presos na Rússia – estavam entre os libertados.



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